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Demência nos países da OCDE vai duplicar até 2050

Alerta surge em relatório da OCDE, que dá conta dos passos que estão a ser dados em alguns países. Na Noruega, há “equipas da memória” que vão visitar as famílias e alguns países dão treino a polícias 

O número de casos de demência nos países da OCDE vai duplicar até 2050, a menos que se encontre uma cura - o que por agora não se perspetiva. O envelhecimento da população é o principal motivo e o alerta surge num relatório publicado ontem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, que aponta para uma subida dos atuais 19 milhões de casos para 40,9 milhões no espaço de três décadas. O que pode ser feito? Prevenir mais, já que alguns fatores de risco como fumar, diabetes e obesidade são comuns a várias doenças crónicas e também a distúrbios cognitivos como Alzheimer. Mas também garantir mais apoio antes, durante e após o diagnóstico. Neste momento, os familiares dos doentes, cuidadores informais, absorvem a maioria do impacto.
O relatório faz um balanço dos passos que estão a ser dados em alguns países para garantir melhor qualidade de vida a pessoas com demências, doenças cujo o risco aumenta com a idade. Estima-se por exemplo que afetem 20% das pessoas entre os 85 e 89 anos mas, a partir dos 90, a incidência é muito maior: 41% dos idosos nesta faixa etária serão afetados por algum tipo de demência.
Portugal, apesar de ser um dos países mais envelhecidos da Europa - será o 4º mais envelhecido do mundo em 2050 se nada se alterar - nunca é referido como tendo em curso alguma boa prática. Aliás, num dos quadros do relatório pode constatar-se que o país não tem orientações clínicas para a gestão da demência. No site da Direção-Geral da Saúde, porém, existe uma referência a normas aprovadas em 2015 para guiar a abordagem terapêutica a alterações cognitivas, que identifica por exemplo os critérios para diagnóstico das demências.
A ideia de que os dados sobre a incidência ainda são escassos e que mais de metade dos casos estarão por diagnosticar a nível global é uma das conclusões do relatório. Há meses, numa primeira tentativa de levantamento no OCDE, apontava-se para 205 mil pessoas com demência em Portugal, o quarto pior registo da OCDE em termos de incidência. Apenas cinco países da OCDE têm registos nacionais mais consolidados de doentes com demência. Na Dinamarca, um dos países mais avançados, calcula-se ainda assim que apenas 43,6% dos casos a nível nacional estejam diagnosticados e registados na base de dados.
Entre os países que têm dado mais passos, a OCDE destaca algumas tendências. É o caso de “clínicas de memória”, que oferecem serviços clínicos especializados. O conceito ainda não é muito comum em Portugal mas há uma clínica destas no Porto. Na Suíça há mesmo uma associação de clínicas deste género. 
Outra a aposta em termos de apoio na comunidade são “equipas de memória”, que vão a casa das famílias. Na Noruega, estão presentes em 75% dos municípios e dão apoio desde o pré-diagnóstico ao follow-up. Outra vertente passa pela formação de médicos de família mas também de farmacêuticos e polícias. Na Áustria, em 2013 já tinham sido certificadas 25 esquadras e 2000 polícias receberam formação nesta área, revela o relatório. Do Japão, país mais envelhecido do mundo, chega outro exemplo de como fazer a diferença: o estigma ainda adia muitas vezes o diagnóstico por isso, em 2004, alteraram o nome destas doenças de demência (Chiho) para alterações cognitivas (Ninchi-sho), o que levou mais pessoas a procurar ajuda.

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A ciência está a descobrir o segredo para a longevidade do cérebro


Há idosos que passam a linha dos 80 e mantêm-se despertos com uma elevada função cognitiva - até superior a adultos décadas mais jovens. A ciência analisa o que se passa.

Há cérebros e cérebros. Há idosos e idosos. Há envelhecer e envelhecer – e não tem obrigatoriamente de ser da pior maneira. Até porque a ciência revela que há mais do que um tipo de célula no cérebro nos idosos que passam os 80 anos e continuam despertos, atentos, com boa memória, e capacidades cognitivas acima da média – até mesmo em melhor estado do que alguns adultos anos mais novos.

Os cientistas referem que há estudos que mostram que os idosos mais extrovertidos e menos neuróticos são mais resistentes à passagem dos anos e mantêm a cabeça fina. E está tudo dentro da cabeça.

há células no cérebro que ajudam a superar o avanço do calendário sem perder a atenção e a memória.

O estudo divulgado no jornal britânico The Guardian avança que os cientistas esperam que análises do que existe no cérebro dos velhos mais ativos e espertos ajudem a perceber por que razão alguns são mais resistentes do que outros e, além disso, se deem passos importantes na compreensão das causas da doença de Alzheimer e outras demências.

O que separa um idoso de outro? Na verdade, um dos fatores pode ser um tipo de células no cérebro que o estimule. «Não faz muito tempo que pensávamos que a única trajetória que havia era envelhecer e ficar senil», referiu Emily Rogalski, professora da norte-americana Northwestern University, na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência em Austin, no Texas, citada pelo The Guardian.

A longevidade é uma pérola para a investigação científica. Perceber como se vive mais tempo e com faculdades preservadas também. Rogalski faz algumas revelações ao jornal britânico. Quem vive mais e melhor tem mais neurónios Von Economo, como são conhecidos. Esses neurónios foram descobertos no cérebro de 10 «super idosos» depois de morrerem e foram detetados numa área importante para a atenção e para a memória.

«Estes neurónios também são encontrados num pequeno grupo de mamíferos superiores e pensa-se que aumentam a comunicação»

Nas suas pesquisas, os cientistas também andaram atentos a uma proteína do cérebro ligada ao Alzheimer e detetaram casos em que essa proteína estava deformada, mas que ainda assim as capacidades de cognição e memória nos mais velhos se mantinham.

Cada caso é um caso. Há idosos que fumam e que bebem e que vivem mais tempo do que alguns que não têm qualquer vício. Aqui pode haver uma predisposição genética e quando a isso se juntam células específicas no cérebro, parece ser a fórmula ideal para viver mais e com qualidade.

fonte: https://www.noticiasmagazine.pt/2018/ciencia-esta-descobrir-segredo-longevidade-do-cerebro/
 
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Para quando um plano Nacional para a Demência?

A Associação Alzheimer Portugal disse sexta-feira esperar que o documento com as bases para a definição de políticas públicas para a demência, em consulta pública até 15 de setembro, dê origem a um plano nacional.

Essa é a primeira recomendação do relatório elaborado pelo grupo de trabalho que definiu as ‘Bases para a Definição das Políticas Públicas na Área das Demências”, um documento que se encontra em consulta pública até meados de Setembro.

“Este Plano [...] deverá definir e operacionalizar percursos adequados de cuidados [...], contemplando como eixos fundamentais: a melhoria da qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus cuidadores, a investigação pertinente nas áreas relacionadas com as demências e a criação de um quadro jurídico definidor dos direitos das pessoas em situação de incapacidade (como é o caso de muitas pessoas com demência), incluindo o enquadramento legal dos cuidados, das intervenções e da investigação”, lê-se no relatório.

Em comunicado, a Associação Alzheimer Portugal disse esperar que haja “vontade política” para operacionalizar o que é proposto, para que as “pessoas com demência e as suas famílias possam ter acesso a acompanhamento e cuidados específicos, de qualidade, em condições de equidade”.

Segundo a proposta do grupo de trabalho que refletiu sobre as bases para a definição de políticas públicas deverá ser nomeado um grupo de peritos para a criação do plano nacional, o qual deverá incluir especialistas de neurologia, psiquiatria, medicina geral e familiar e saúde pública, incluindo a competência de geriatria.

Deverá também contar com peritos da área da enfermagem, de psicologia clínica, terapia ocupacional, setor social, administração central e local nas áreas de saúde (hospitalar, cuidados primários e continuados), segurança social, justiça, assim como representantes do setor público e privado e organizações não-governamentais, incluindo as associações representativas de doentes e familiares.

Recomenda-se ainda que o plano venha a ter um mecanismo de monitorização contínua, “através de instâncias adequadas e dispondo dos meios necessários, a criar ou adaptar ao efeito”.

A proposta de bases desenvolve vários momentos de abordagem à demência, começando pela identificação precoce e passando pelo diagnóstico integrado e pelo planeamento de cuidados, referindo a este propósito que deverá ser definido um Plano Individual de Cuidados (PIC), que integre todos os cuidados e que seja acessível a todos os níveis de intervenção.

Refere-se ainda a intervenção terapêutica, que “deve considerar a casa do doente e a respetiva família como o contexto privilegiado de cuidados”.

Nas considerações finais o grupo de trabalho alerta ainda para os tempos diferentes da decisão política e dos doentes e seus familiares.

“Queremos, porém, enfatizar que o tempo das pessoas e respetivas famílias já afetadas por este problema nem sempre é compatível com tempos demorados de decisão política. A inexistência presente de um Plano não poderá nunca ser razão para desinvestir na melhoria possível e continuada dos cuidados já existentes. Por exemplo, não haverá razão para adiar a articulação protocolada das respostas já existentes, promovendo a continuidade dos cuidados, tal como podem ser apoiadas experiências ‘piloto’, nomeadamente na Rede de Cuidados Continuados Integrados, em congruência com a estratégia aqui apresentada”, lê-se no documento.

O grupo de trabalho foi coordenado por Manuel Lopes, Coordenador Nacional da Reforma do Serviço Nacional de Saúde para a área dos Cuidados Continuados Integrados, e António Leuschner, do Conselho Nacional de Saúde Mental.


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Alzheimer - Aducanumab com alguns resultados promissores

Até agora, não há um medicamento capaz de travar a doença de Alzheimer, que causa a perda de memória em pessoas geralmente com mais de 65 anos. Agora, um estudo clínico mostrou que um novo anticorpo é capaz de eliminar a grande maioria das placas no cérebro daqueles doentes, segundo um artigo publicado nesta quinta-feira na revista Nature.

Houve um atraso no declínio cognitivo nas pessoas que tomaram a dose mais alta de anticorpos.

“O efeito do anticorpo é impressionante. E o resultado é dependente da dose do fármaco e do período de tratamento do anticorpo”.

O novo medicamento experimental usado nestes ensaios chama-se Aducanumab e foi desenvolvido a partir de anticorpos humanos. Estes anticorpos foram produzidos por células imunitárias chamadas linfócitos B, na presença das placas de beta-amilóide. Estes anticorpos ligam-se às placas e, depois, dão um sinal ao resto do sistema imunitário para as atacar.

Dos 30 doentes que não chegaram ao fim do tratamento, 20 pararam porque a equipa detectou em imagens de ressonância magnética um efeito adverso no cérebro, que se traduziu em alterações no fluido cerebral. Estas alterações não são inéditas e muitas vezes são assintomáticas e pouco graves, mas quando são severas podem causar acidentes vasculares cerebrais.

Apesar de todos os grupos do estudo terem tido casos destes, um número maior de doentes (nove) do grupo que recebeu a dose máxima do anticorpo sofreu o efeito adverso. Por isso, os cientistas querem encontrar a concentração certa do anticorpo que retire o máximo de placas e, ao mesmo tempo, cause o mínimo de casos deste efeito adverso.

Neste momento, já há mais ensaios clínicos, que estão a testar em 2700 doentes se esta substância trava ou não a perda cognitiva causada pela doença de Alzheimer.

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Bragança cria ginásio do cérebro sénior

Bragança cria ginásio do cérebro sénior para exercitar idosos contra demências

Os idosos de uma instituição de Bragança vão ter um novo ginásio onde em vez de exercício físico vão treinar a mente, num projeto inovador a nível local para dar resposta ao número crescente de situações de demências.

O Ginásio do Cérebro Sénior é a mais recente iniciativa da Fundação Betânia de Bragança e, segundo a diretora, Paula Pimental, deverá estar a funcionar durante o mês de março, destinado aos 110 utentes da instituição sejam residentes, de centro de dia ou apoio domiciliário.

O ginásio vai utilizar os conceito de neuróbica e neurofitness para estimular o cérebro e nasce da necessidade de dar resposta ao aumento significativo da prevalência de situações de utentes com algum tipo de demência, que em apenas um ano, de janeiro de 2015 a janeiro de 2016, passou de menos de 42% para metade dos idosos atendidos pela instituição.

A prevalência de demências é ainda superior nos utentes do centro de dia com uma taxa de 73%, de acordo com dados da instituição.

O novo projeto partiu da diretora e do assistente social Bruno Santos que explicou à Lusa que este ginásio "é um espaço alicerçado em programas de treino cognitivo cujo objetivo é ativar as funções cognitivas".

São, como disse, exercício de "treino mental que procuram trabalhar a concentração, a atenção, o raciocínio lógico, a parte da linguagem, da perceção", contribuindo para "melhorar a resposta do ponto de vista cognitivo face a situações simples do dia-a-dia como vestir ou tomar banho".

O objetivo, como salientou, é "intervir naqueles que a doença já está instalada, retardando a progressão, mas prevenir também o aparecimento".

A instituição adaptou uma sala para o efeito equipada com equipamento informático e de estimulação sensorial e cognitiva como painéis sensoriais, `tablet` , computadores portáteis, coluna de água.

"Equipamento de topo específico", vincou Bruno Santos, para projetar cores e formas, treino de orientação temporal com o dia da semana, mês, estação do ano, etc., entre outros exercícios.

"O simples facto de estar ali um grupo se calhar vai também promover a interação e a socialização", indicou a diretora.

O Ginásio do Cérebro Sénior custou mais de 33 mil euros e ganhou um apoio financeiro de 25.200 euros de um programa da Fundação EDP, a edição 2015 da EDP Solidária Inclusão Social.

O remanescente fica a cargo da fundação tem se tem candidatado a vários programas do género e já tinha sido contemplada pela Sic Esperança com financiamento para uma sala de estimulação sensorial e terapia de relaxamento, onde funciona há quatro anos um programa de estimulação cognitiva em grupo.

O novo ginásio terá, além do equipamento, vários terapeutas, desde gerontólogos, animador sociocultural, assistente social, fisioterapeuta, e a preocupação é, segundo a diretora, "reforçar algumas práticas" já existentes na casa.

"Por outro lado, cada vez mais os utentes que chegam apresentam sinais e nós queremos também contrariar essa tendência e, ao mesmo tempo, ajudar aqueles que ainda têm consciência e que estão bem, para prevenir possíveis problemas desta natureza", acrescentou.

fonte: LUSA / RTP

Norte - Minho-Lima - Arcos de Valdevez - Caminha - Melgaço - Paredes de Coura - Ponte da Barca - Ponte de Lima- Valença - Viana do Castelo - Vila Nova de Cerveira - Cávado - Amares - Barcelos - Braga - Esposende - Terras de Bouro - Vila Verde - Ave - Fafe - Guimarães - Póvoa de Lanhoso - Santo Tirso - Trofa - Vieira do Minho - Vila Nova de Famalicão - Vizela - Grande Porto - Vila Nova de Gaia - Espinho - Gondomar - Matosinhos - Porto - Maia - Póvoa de Varzim - Valongo - Vila do Conde - Tâmega - Amarante - Baião - Cabeceiras de Basto - Castelo de Paiva - Celorico de Basto - Cinfães - Felgueiras - Lousada - Marco de Canaveses - Mondim de Basto - Paços de Ferreira - Paredes - Penafiel - Resende - Ribeira de Pena - Entre Douro e Vouga - Arouca - Oliveira de Azeméis - Santa Maria da Feira - São João da Madeira - Vale de Cambra - Douro - Alijó -Armamar - Carrazeda de Ansiães - Freixo de Espada à Cinta - Lamego - Mesão Frio - Moimenta da Beira - Penedono - Peso da Régua - Sabrosa - Santa Marta de Penaguião - São João da Pesqueira - Sernancelhe - Tabuaço - Tarouca - Torre de Moncorvo - Vila Flor - Vila Nova de Foz Côa - Vila Real - Alto Trás-os-Montes - Alfândega da Fé - Boticas - Bragança - Chaves - Macedo de Cavaleiros - Miranda do Douro - Mirandela - Mogadouro - Montalegre - Murça - Valpaços - Vila Pouca de Aguiar - Vimioso - Vinhais - Centro - Baixo Vouga - Águeda - Albergaria-a-Velha - Anadia - Aveiro - Estarreja - Ílhavo - Mealhada - Murtosa - Oliveira do Bairro - Ovar - Sever do Vouga - Vagos - Baixo Mondego - Cantanhede - Coimbra - Condeixa-a-Nova - Figueira da Foz - Mira - Montemor-o-Velho - Penacova - Soure - Pinhal - Litoral - Batalha - Leiria - Marinha Grande - Pombal - Porto de Mós - Pinhal - Interior Norte - Alvaiázere - Ansião - Arganil - Castanheira de Pêra - Figueiró dos Vinhos - Góis - Lousã - Miranda do Corvo - Oliveira do Hospital - Pampilhosa da Serra - Pedrogão Grande - Penela - Tábua - Vila Nova de Poiares - Dão-Lafões - Aguiar da Beira - Carregal do Sal - Castro Daire - Mangualde - Mortágua - Nelas - Oliveira de Frades - Penalva do Castelo - Santa Comba Dão - São Pedro do Sul - Sátão - Tondela - Vila Nova de Paiva - Viseu - Vouzela - Pinhal - Interior Sul - Mação - Oleiros - Proença-a-Nova - Sertã - Vila de Rei - Serra da Estrela - Fornos de Algodres - Gouveia - Seia - Beira Interior Norte - Almeida - Celorico da Beira - Figueira de Castelo Rodrigo - Guarda - Manteigas - Meda - Pinhel - Sabugal - Trancoso - Beira Interior Sul - Castelo Branco - Idanha-a-Nova - Penamacor - Vila Velha de Ródão - Cova da Beira - Belmonte - Covilhã - Fundão - Oeste - Área Alcobaça -Alenquer - Arruda dos Vinhos - Bombarral - Cadaval - Caldas da Rainha - Lourinhã - Nazaré - Óbidos - Peniche - Sobral de Monte Agraço - Torres Vedras - Médio Tejo - Abrantes - Alcanena - Constância - Entroncamento - Ferreira do Zêzere - Ourém - Sardoal - Tomar - Torres Novas - Vila Nova da Barquinha - Lisboa - Lisboa- Amadora - Cascais - Odivelas - Oeiras - Loures - Mafra - Sintra - Vila Franca de Xira - Setúbal - Seixal - Almada - Barreiro - Moita - Montijo - Palmela - Alcochete - Sesimbra - Setúbal - Alentejo - Alcácer do Sal - Grândola - Odemira - Santiago do Cacém - Sines - Alto Alentejo - Alter do Chão - Arronches - Avis - Campo Maior - Castelo de Vide - Crato - Elvas - Fronteira - Gavião - Marvão - Monforte - Mora - Nisa - Ponte de Sor - Portalegre - Alentejo Central - Alandroal - Arraiolos - Borba - Estremoz - Évora - Montemor-o-Novo - Mourão - Portel - Redondo - Reguengos de Monsaraz - Sousel - Vendas Novas - Viana do Alentejo - Vila Viçosa - Baixo Alentejo - Aljustrel - Almodôvar - Alvito - Barrancos - Beja - Castro Verde - Cuba - Ferreira do Alentejo - Mértola - Moura - Ourique - Serpa - Vidigueira - Lezíria do Tejo - Almeirim - Alpiarça - Azambuja - Benavente - Cartaxo - Chamusca - Coruche - Golegã - Rio Maior - Salvaterra de Magos - Santarém - Algarve - Albufeira - Aljezur - Lagoa - Lagos - Monchique - Portimão - Silves - Vila do Bispo - São Brás de Alportel - Castro Marim - Faro - Tavira - Olhão - Loulé - Alcoutim - Vila Real de Santo António - Região Autónoma dos Açores - Angra do Heroísmo - Calheta - Corvo - Horta - Lagoa - Lajes das Flores - Lajes do Pico- Madalena - Nordeste - Ponta Delgada - Povoação - Ribeira Grande - Santa Cruz da Graciosa - Santa Cruz das Flores - São Roque do Pico - Velas - Vila da Praia da Vitória - Vila do Porto - Vila Franca do Campo - Região Autónoma da Madeira - Calheta - Câmara de Lobos - Funchal - Machico - Ponta do Sol - Porto Moniz - Porto Santo - Ribeira Brava - Santa Cruz - Santana - São Vicente

Dia Mundial do Alzheimer. A necessidade de cuidar dos cuidadores

“É muito comum [os cuidadores] entrarem num estado de depressão e de ansiedade, de dificuldade muitas vezes em tomarem conta até de si próprios”, alerta uma especialista. Existem em Portugal mais de 180 mil pessoas com demência e a perspectiva é que o número duplique nas próximas duas décadas.

Os doentes de Alzheimer exigem um apoio especializado e pleno dos cuidadores porque regra geral, tornam-se totalmente dependentes. Os lares ainda são poucos e a resposta surge, melhor ou pior, da família e apoio domiciliário.

Um doente de Alzheimer “requer uma atenção 24 horas por dia por parte do cuidador, o que também é extremamente desgastante e, portanto, é muito comum entrarem num estado de depressão e de ansiedade, de dificuldade muitas vezes em tomarem conta até de si próprios”, alerta a psicóloga e responsável pela formação da Alzheimer Portugal, Ana Margarida Cavaleiro.

A especialista explica que, na “necessidade de tomar conta da pessoa com demência acabam por descuidar sintomas que eles próprios têm – não só psicológicos, como físicos, de doenças físicas que têm, que não recorrem ao médico porque, por exemplo, não têm com quem deixar a pessoa com demência”.

A degradação mental e física dos doentes pode, assim, deixar marcas nas pessoas que cuidam deles. As dificuldades crescem à medida que a doença avança. Por isso, Ana Margarida Cavaleiro avisa que, quem precisa, não deve hesitar em pedir ajuda. 

fonte:

Falta de vitamina D acelera declínio cognitivo entre idosos

fonte: Observador
Por Nuno Veiga / Lusa

Um estudo publicado esta terça-feira revela que as pessoas idosas com falta de vitamina D conhecem um declínio cognitivo nitidamente mais rápido.

“Em média as pessoas com fortes deficiências em vitamina D sofrem um declínio das suas capacidades mentais até três vezes mais depressa do que as que têm níveis adequados desta vitamina”, explicou Joshua Miller, professor de ciências da alimentação na Université Rutgers, no Estado de New Jersey, cujo estudo foi publicado na Revista da Associação Médica Americana, secção de Neurologia.

O estudo especifica que estas pessoas podem perder a memória. Segundo explica Miller, em declarações à agência Reuters, os autores do estudo “não estão particularmente surpreendidos com as descobertas porque é recente e crescente a literatura sobre as associações entre o estado da vitamina D e o risco de Alzheimer.”

A vitamina D, conhecida sobretudo por ser essencial para a saúde dos ossos, é obtida principalmente pela exposição ao sol, com a ação dos raios ultravioletas sobre um derivado do colesterol na pele. 

Estruturas não têm condições para lidar com demência

Um estudo realizado pelo Projeto Cuidar Melhor revelou que a maior parte dos responsáveis pelos equipamentos sociais para idosos não têm conhecimentos suficientes para lidar com pacientes com demência.

O estudo foi realizado em 109 equipamentos sociais nos concelhos de Cascais, Oeiras e Sintra pelo Projeto Cuidar Melhor, que tem como objetivo contribuir para a inclusão e promoção dos direitos das pessoas com demência e dar apoio às famílias e profissionais que lhes prestam cuidados.

"Entre 75% e 95% dos responsáveis dos equipamentos referem conhecimento insuficiente acerca da doença ou ausência de competências específicas para lidar com os seus sintomas", refere o Projeto Cuidar Melhor, num comunicado enviado à agência Lusa.

O estudo demonstrou também que metade dos utentes das Estruturas Residenciais para Idosos "sofrem ou suspeita-se que sofram de demência".

"Se considerarmos o total dos equipamentos sociais, onde se incluem ERPI, Centros de Dia e Serviços de Apoio Domiciliário, há 36% de utentes com demência diagnosticada ou com suspeita da doença", refere o documento, salientando que, do total estimado de pessoas com demência, apenas 28% estão identificadas nos Cuidados de Saúde Primários.

"O que evidenciai a necessidade de tornar o diagnóstico precoce uma prioridade no nosso país", sublinha o estudo.

"A criação de um Plano Nacional para as Demências há muito proclamado como uma urgência é uma necessidade sentida por quem se preocupa com a problemática das demências e que carece de concretização urgente, assim haja vontade política", alerta a Alzheimer Portugal, que integra o Projeto Cuidar Melhor.

A investigação concluiu também que 76% das pessoas identificadas ou suspeita de demência são mulheres, sendo que cerca de dois terços dos doentes ou suspeitos têm 80 ou mais anos.

Para a psicóloga Isabel Sousa, membro da equipa do Projeto Cuidar Melhor, o estudo não revela grandes alterações em relação a anteriores investigações, o que demonstra que, "infelizmente, os progressos no âmbito da intervenção têm sido poucos e de implementação morosa".

"Urge melhorar e acelerar este processo", afirma a psicóloga.

O Projeto Cuidar Melhor é uma iniciativa conjunta da Associação Alzheimer Portugal, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Montepio e Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica e dos municípios de Cascais, Oeiras e Sintra, locais onde funcionam os gabinetes de apoio.

Segundo dados da Alzheimer Europe, em Portugal existem cerca de 182 mil pessoas com demência, das quais cerca de 130 mil com doença de Alzheimer, o que representa 1,71% da população portuguesa.
fonte: http://www.noticiasaominuto.com/pais/406237/estruturas-nao-tem-condicoes-para-lidar-com-demencia

MSESS identificará numero de pessoas com demência

fonte: Diário Digital com Lusa

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=685347


O Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social (MSESS) vai fazer um levantamento de todas as pessoas com demência e que já recebem apoio, seja domiciliário ou em lar, de forma a adequar as necessidades e os apoios existentes.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o MSESS adianta que vai "dinamizar um projeto-piloto para doentes com demências" em parceria com a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), e que o protocolo para formalizar a iniciativa será assinado na próxima segunda-feira, dia 17 de fevereiro.

"Esta iniciativa (...) pretende identificar a população com demência que já se encontra a receber cuidados em SAD [Serviço de Apoio Domiciliário] ou Lar, estabelecendo padrões de boas práticas com os recursos existentes, adequando o nível de cuidados a estas necessidades específicas", diz o ministério.

Nesse sentido, o MSESS diz que identificou a unidade Bento XVI, em Fátima, pertencente à União das Misericórdias e especializada em doentes com Alzheimer, por esta dispor de "uma equipa de nível diferenciado".

Segundo o ministério, o objetivo passa por "desenvolver modelos de intervenção" que possam ser disseminados, de modo a "assegurar no país a existência de unidades especializadas e de capacidade de resposta profissional, nos locais onde as pessoas com demência já vivem".

Com o protocolo, o ministério diz pretender assegurar a formação, não só dos profissionais da unidade de Fátima, mas também de outras unidades e "dar resposta a pessoas com demências com manifestações secundárias e/ou fase de diagnóstico e correção terapêutica".

"Este projeto prevê um protocolo de parceria entre a UMP, a Associação Alzheimer de Portugal e a Direção Geral da Saúde, sendo ainda financiado pelo POPH do atual QREN", diz o MSESS, que, no entanto, não adianta valores.

A implementação do projeto irá decorrer durante o ano de 2014, até ao final do atual quadro comunitário, e, segundo o ministério, "vão ser realizadas ações de formação que favoreçam o desenvolvimento de competências, com componentes específicas nas vertentes cognitiva e de terapia relacional, a quem presta cuidados a pessoas com demência".

A formação será feita de forma integrada e individualizada com as respetivas famílias, "de modo a prevenir ou reduzir os riscos da evolução da demência".

A Unidade de Cuidados Continuados Bento recebeu os dois primeiros doentes a 06 de novembro.

A unidade que integra a Rede Nacional de Cuidados Continuados e que foi apoiada pelo Estado em 750 mil euros tem como responsável clínico o professor catedrático de Psiquiatra da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e diretor do Hospital do Mar, Caldas Almeida.

Cerca de 40 pessoas trabalham na Unidade de Cuidados Continuados, entre enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas da fala e ocupacionais, médicos e animadores.

Das 60 camas disponibilizadas pela unidade, 50 foram protocoladas com o Estado para cuidados de média e longa duração.

Em maio de 2012, antes da assinatura do protocolo de arranque da unidade especializada em doentes com Alzheimer, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas já tinha informado que o espaço também iria funcionar como um polo de formação para quem trata e cuida destes doentes.

Dados da UMP mostravam, então, que o número de pessoas com demências em lares é cada vez maior, mas poucas pessoas sabem cuidar destes doentes, apontando-se para a existência em Portugal de 180 mil pessoas com demências, 95 mil das quais com Alzheimer.

Estima-se que estas doenças afetem cerca de 5% das pessoas com 65 anos, 20% das que têm 80 anos e oscilando entre os 25% a 30% entre os idosos com 90 anos ou mais.

Doença de Alzheimer revertida pela primeira vez!

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Um grupo de investigadores conseguiu reverter pela primeira vez a doença de Alzheimer. A equipa de cientistas canadianos usou uma técnica de estimulação cerebral profunda que pôs um travão à doença.

Doze meses depois não houve quaisquer sinais de permanência ou até mesmo regresso da doença de Alzheimer nos seis pacientes que constituíram a amostra do estudo, inicialmente apresentado em Novembro de 2011 numa conferência da Society for Neuroscience.

Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só deixou de encolher, voltando ainda a crescer e a aumentar de tamanho. Nos restantes quatro pacientes, o processo de deterioração desta região do cérebro parou por completo.

Por forma a reverter este quadro degenerativo, Lozano e a equipa recorreram a uma técnica de estimulação cerebral, que envia pequenos impulsos elétricos (130 vezes por segundo) para o cérebro através da implantação de elétrodos.

As conclusões do estudo, publicadas em 2012 no jornal científico “JAMA Neurology”, podem conduzir a novos caminhos para tratamentos da doença de Alzheimer, uma vez que a doença foi, pela primeira vez, revertida.

Ainda assim, os cientistas admitem que a técnica ainda não é definitiva e que é preciso fazer uma maior pesquisa, pelo que estão agora a realizar uma segunda fase de testes, desta vez com 20 pessoas portadoras de Alzheimer.

110 mil com Alzheimer: Mulheres são as que mais sofrem

fonte: Correio da Manhã
Por: Débora Carvalho

Esquecer a idade, o aniversário ou alguém muito querido, arrumar e desarrumar vezes sem conta e repetir o que já se disse são situações partilhadas por doentes de Alzheimer. A memória é roubada no somar dos dias e os sinais da doença são, muitas vezes, confundidos com o envelhecimento.

Em Portugal, estima-se que a doença de Alzheimer afete cerca de 110 mil pessoas, de acordo com a associação Alzheimer Portugal (AP). Em todo o Mundo, são 19 milhões de doentes.

As mulheres são as que mais sofrem com este tipo de demência. A genética, a idade e patologias como hipertensão arterial e diabetes são alguns dos fatores de risco da doença neuro-degenerativa.

"O principal impacto é a perda de autonomia e segurança. Os doentes vivem sem referências de tempo e espaço e sem lembranças do presente e do passado", explica ao CM Olívia Robusto, médica psiquiatra, que lamenta a inexistência de cura da doença. "Tratamos a doença de uma forma ainda muito insuficiente. Não podemos fazer prevenção sem saber a causa ou causas do Alzheimer". Olívia Robusto recomenda um "pacote terapêutico" para retardar e prevenir o agravamento da doença: "Socialização, estimulação cognitiva e uma dieta adequada".

No Serviço Nacional de Saúde não há tratamento especializado para os doentes, explica Carneiro da Silva, presidente da AP. "O Governo tem muito a fazer. Faltam unidades de saúde de cuidados nesta doença e especialização nas já existentes", afirma o especialista. n


"HÁ O RISCO DE O DOENTE SE PERDER" in DISCURSO DIRETO: Carneiro da Silva, Pres. Alzheimer Portugal

Correio da Manhã – Como devem ser acompanhados os doentes?

Carneiro da Silva – O doente deve ter espaços amplos para circular e atenção permanente de dia e de noite, pois há o risco de se perderem. Os centros de dia são uma boa opção para os familiares que não podem ser cuidadores.

– Os familiares conseguem suportar o custo de um lar?

– Há pessoas que já nem suportam pagar 80 euros num centro de dia. Num lar, o custo médio é de 2500 euros. É insustentável.

– Não há alternativas?

– Muitos dos lares tradicionais não têm especialidade nestes cuidados continuados. A Segurança Social devia apoiar mais. Nos apoios existentes, os valores são inferiores aos custos reais.

"MUDANÇA AFETOU A FAMÍLIA TODA"

"A minha mãe arrumava e desarrumava a carteira vezes sem conta. Quando ia ao cabeleireiro tinha dificuldade em encontrar o lugar onde tinha estacionado o carro e os caminhos começaram a ser lugares desconhecidos". A descrição é de Rita de Vasconcellos, de 56 anos, residente no Estoril, que explica como surgiu o Alzheimer na vida da mãe, Maria Augusta.

"A minha mãe teve os primeiros sintomas aos 60 anos e esta mudança afetou a família toda. Quando deu conta de que estava a perder faculdades, agarrou-se à repetição de dados em cadernos e folhas de papel para não esquecer", conta Rita, arquiteta. Maria Augusta, hoje com 73 anos, dedicou a vida a ensinar Yoga e é acompanhada pelos três filhos, que lhe prestam toda a atenção possível. 

Cientistas espanhóis desenvolvem vacina contra Alzheimer


Existem cerca de 36 milhões de doentes de Alzheimer em todo o mundo

Um grupo de cientistas espanhóis desenvolveu a primeira vacina contra o Alzheimer, capaz de evitar a doença ou reverter as suas manifestações quando já se desenvolveu, mostram ensaios realizados em ratinhos transgénicos, foi hoje divulgado.

Ramón Cacabelos, que dirige aquele grupo de cientistas do Centro Médico EuroEspes da Corunha, apresentou hoje, em conferência de imprensa, a vacina EB-101 e a documentação científica que permitiu a obtenção de uma patente para o seu fabrico nos Estados Unidos, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Os cientistas estão a negociar com várias multinacionais daquele país a realização dos estudos clínicos em humanos, que podem começar dentro de três ou quatro meses, e poderão durar de seis a oito anos.

Tendo em conta os ensaios em ratinhos, os investigadores pensam que o tratamento poderá duplicar a esperança de vida dos doentes de Alzheimer, que atualmente é de três a oito anos. Os cientistas consideram, no entanto, que o mais importante será melhorar as condições de vida dos doentes.

Existem cerca de 36 milhões de doentes de Alzheimer em todo o mundo, seis milhões dos quais vivem na Europa, prevendo-se que o seu número atinja os 66 milhões a nível mundial, em 2030.

Fonte: Sapo / Lusa

Dia Mundial da Doença de Alzheimer – 21 de Setembro

autor: Enfº Carlos Sequeira

No dia 21 de Setembro pretende-se sublinhar, mundialmente, a problemática da Doença de Alzheimer. 

Trata-se de uma doença que incide essencialmente nas pessoas idosas, com mais de 65 anos, e que numa primeira fase é de difícil diagnóstico, em consequência da sua associação às queixas relacionadas com o envelhecimento e à sintomatologia depressiva.

É uma doença que provoca uma deterioração progressiva do funcionamento cognitivo, suficiente grave para ter repercussões na vida social, profissional, familiar e no comportamento. Neste contexto, surgem alterações da memória,da linguagem, do humor, da personalidade, das atividades básicas e instrumentais da vida diária, da interação social, da autonomia, (…).

Ao afetar as funções cognitivas da pessoa, a Doença de Alzheimer dificulta o acesso aos acontecimentos do quotidiano, o que por si só lhe retira uma parte substancial da vida, associada à diminuição da intencionalidade e do significado das ações, ou seja, impede-o de atribuir «valor» à interação com o seu contexto, diminuindo-lhe de forma progressiva, a capacidade de conhecer os outros; a capacidade de conhecer o mundo; a capacidade de se reconhecer; e, inclusive, de ter acesso a todo o reportório de vida que o caracterizava.

Trata-se de uma enfermidade que tem como modo de ação extinguir a «conexão» que liga a pessoa à vida. A fonte que alimenta o pensamento (memória) vai secando, alterando de forma progressiva a capacidade de comunicação da pessoa. Alguns familiares afirmam: «O meu pai/mãe…, já não é a pessoa que conheci. A doença retirou-lhe tudo. Por vezes, já nem me reconhece…».

Cuidar de uma pessoa portadora de Doença de Alzheimer é difícil, muito difícil. Requer disponibilidade, amor, conhecimentos, solidariedade, paciência, dedicação e, sobretudo, capacidade para cuidar de acordo com as necessidades de cada doente. A pessoa vítima da doença não é culpada pelo seu aparecimento, nem pelas implicações da mesma nos diferentes domínios.

O envolvimento e o suporte às famílias é fundamental para a manutenção do conforto e da dignidade da pessoa com Doença de Alzheimer, visto que os cuidados geram grande desgaste físico e emocional para aqueles que lidam diretamente com o familiar doente.

Todos os esforços, individuais e coletivos que possam ser implementados para minimizar as consequências da doença são da maior importância.

Uma palavra de apreço para todos os enfermeiros que se tem dedicado a cuidar de pessoas com Doença de Alzheimer, a ajudar os cuidadores a lidar melhor com este problema e a investigar para que os portadores da doença e os familiares cuidadores tenham melhores cuidados.

Música para doentes com Alzheimer



Henry, que sofre de Alzheimer, é primeiramente visto na sua cadeira de rodas sem responder a nenhuma questão. Contudo, depois de lhe ser entregue um iPod cheio de músicas e grandes hits dos seus tempos de juventude, Henry rejuvenesce.

Doença Alzheimer na Telenovela Rosa Fogo


Em Rosa Fogo, novela de horário nobre da SIC, Lídia Franco interpreta Teresa, uma mulher de cerca de 60 anos que sofre de Alzheimer. Neste momento, a personagem encontra-se no início da doença e o pior ainda está para vir, prevendo-se cenas extremamente dramáticas no desenrolar da história. Para conseguir vestir o papel de uma pessoa com Alzheimer, a atriz conta que passou uma tarde numa das associações que prestam ajuda a estes doentes: “Deve ser das piores doenças que se pode ter. Fiquei realmente encantada com a verdadeira lição que me foi dada a mim e aos meus colegas do meu núcleo da novela. Mas devo dizer que sai de lá a rastejar…”

A doença de Alzheimer (actualmente ainda não tem cura) provoca a neuro degeneração e consequente agravamento, progressivo e irreversível, das funções cerebrais, culminando na total perda de autonomia.
Os sintomas iniciais incluem perda de memória, desorientação no espaço e no tempo (a pessoa não sabe onde está nem em que ano está), confusão e problemas de raciocínio e pensamento, provocando alterações no comportamento (irritação e atitudes mais agressivas para com aqueles que mais ama), na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas actividades diárias.

Em Portugal, estima-se que mais de 90 mil sofram desta doença que atinge, maioritariamente, as pessoas a partir dos 60anos. Na Europa, são diagnosticados, todos os anos, 800 mil casos.Apesar de centenas de estudos já realizados, a verdade é que algumas causas que provocam o Alzheimer continuam desconhecidas. Porém, existem alguns factores de risco a ter em conta e que elevam a possibilidade de se vir a padecer desta doença. São eles: tensão arterial alta, colesterol elevado e homocisteína, baixos níveis de estímulo intelectual e actividade física, obesidade, diabetes e graves lesões cerebrais.

Vocês tem algum familiar com a doença de Alzheimer ? Posso confessar que tenho a minha avô materna com esta doença, esta encontra-se em na ultima fase em que já não consegue sequer engolir, tendo de comer tudo por sonda e passa todos os seus dias deitada na cama ou sentada no sofá. Existem doenças muito tristes e esta é um grande exemplo !!

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