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Idosos de Celorico de Basto participam em passeios turísticos

Os idosos de Celorico de Basto, que integram o programa Celorico a Mexer, vão participar, de acordo com o plano de atividades anual, em dois passeios turísticos, durante as últimas semanas de julho. A iniciativa contempla locais como o Monte Farinha, em Mondim de Basto, onde se venera a Sra. da Graça, o Mosteiro de Pombeiro, em Felgueiras, integrado na Rota do Românico, e o Santuário do Sameiro, em Penafiel.

A iniciativa conta na organização, para além dos animadores e professores do programa Celorico a Mexer, com os técnicos do CLDS, Contrato Local de Desenvolvimento Social que promovem estas ações no âmbito do plano de ação deste projeto.

“Estes passeios turísticos mostram-se primordiais para levar os nossos idosos a locais que eles valorizam sobretudo pela sua conotação religiosa e ao mesmo tempo, permitir que alguns deles tenham acesso a espaços que em outras circunstâncias não teriam. As atividades promovidas procuram encontrar soluções que valorizem os idosos em diferentes contextos proporcionando atividades lúdicas e recreativas e ao mesmo tempo salvaguardar a valorização pessoal de cada idoso, os seus anseios e gostos pessoais”. Por outro lado, “reforça os laços intergeracionais onde idosos e crianças usufruem de companhia e partilham as atividades desenvolvidas, pois as crianças abrangidas pelo programa de férias do CLDS+ também participam nestas atividades,” reforçou a coordenadora da Ação Social e Saúde do Município de Celorico de Basto, Helena Martinho Costa.

Estas atividades irão abranger cerca de 500 idosos e pessoas portadoras de deficiência que integram o programa, e serão devidamente monitorizadas pelos técnicos que os acompanham.

Refira-se que os idosos do Celorico a Mexer irão participar ativamente no cortejo etnográfico das Festas do Concelho, no dia 27 de julho, e terminarão as atividades, antes das férias de Verão, com um mega piquenique no dia 31 de julho, com muita animação, com destaque para a ginástica, danças populares, a sardinha assada e o tradicional farnel. Um convívio salutar que terá lugar no Parque Lúdico do Freixieiro.

38 mil idosos perderam o complemento solidário

fonte. Público

O complemento solidário para idosos, que é atribuído pelo Instituto da Segurança Social a pessoas com mais de 66 anos e poucos recursos financeiros, sofreu um corte de 17% no número de beneficiários entre Maio de 2013 e deste ano, abrangendo agora 188.749 pessoas. Esta prestação acompanha a tendência generalizada de queda nos subsídios que existem em várias áreas, desde o Rendimento Social de Inserção aos apoios familiares.

De acordo com os dados mensais até Maio agora divulgados pelo Instituto da Segurança Social, naquele mês existiam menos 38.149 idosos a receber o complemento solidário do que no período homólogo, quando existiam 226.898 pessoas com esta prestação complementar à pensão que o idoso já recebe. Comparando os dados com Maio de 2011, ano da chegada da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) ao país, a quebra foi de mais de 46 mil pessoas.

Em termos de distribuição do complemento, há uma clara preponderância de mulheres, que representam 129.837 beneficiários, quando os homens são só 58.912. O Porto é a zona do país com mais pessoas com esta prestação, seguindo-se Lisboa, Braga, Setúbal e Viseu.

No que diz respeito a outras prestações sociais, destaca-se também o regresso às reduções no Rendimento Social de Inserção, que em Maio foi atribuído a 221.333 pessoas, quando há um ano alcançava 266.651 beneficiários – o que representa uma quebra de 45.318 pessoas (menos 20%). Aliás, desde que em Julho de 2012 foram reformuladas as regras de atribuição destes apoios que a redução tem sido o comportamento normal.

Desde essa altura que todos os meses há menos pessoas a receber este apoio que se destina a ajudar indivíduos ou famílias com escassos rendimentos, através da atribuição de uma prestação monetária e do cumprimento de um programa de integração social e profissional. Porém, em Abril o número de beneficiários tinha pela primeira vez crescido, caindo neste mês para níveis inferiores ao de Março. Uma vez mais, a zona do país que lidera a tabela é o Porto, com mais de 63 mil prestações, seguido por Lisboa com mais de 38 mil.

Já nas prestações relacionadas com a família, a tendência de queda foi invertida em Maio no abono de família pelo segundo mês consecutivo, mas apenas de forma residual. Nesse mês, o Instituto da Segurança Social tinha registados 1.163.908 titulares desta prestação, mais 45 pessoas do que no mês anterior. De Março para Abril o número de pessoas com esta prestação já tinha crescido em 1622. Mesmo assim, no espaço de um ano, entre Maio de 2013 e Maio deste ano, houve quase 38 mil pessoas a perder o abono de família.

A área dos subsídios de doença – cuja redução tem acontecido tanto pela via do combate à fraude, como pela redução do número de pessoas no mercado de trabalho e que foi destacada no relatório anual do instituto relativo a 2013 – tem tido um comportamento errante desde o início do ano. Em Maio existiam 87.489 pessoas com este apoio vulgarmente conhecido como “baixa médica”, quando no mês anterior eram 108.386. Mas em Março, por exemplo, o número ficou-se pelos pouco mais de 99 mil beneficiários. Ao olharmos para o período homólogo percebemos que em relação a Maio de 2013 até houve uma subida significativa, já que nessa altura o valor também se ficou nos 83.239. Estes subsídios implicam uma perda de rendimento, normalmente na ordem dos 40%.

A repercussão destes cortes no orçamento da Segurança Social só terá nova actualização quando forem fechados os dados relativos ao segundo trimestre de 2014. Mas os dados relativos aos primeiros três meses do ano já mostravam que houve naquele período uma redução de 113 milhões de euros na despesa com estas prestações. A verba destinada a estes apoios recuou 1,6% em relação ao primeiro trimestre de 2013, com o subsídio de desemprego a encabeçar a redução, com menos 12,6% de gastos. Só no complemento solidário conseguiu-se uma poupança superior a nove milhões e no rendimento social o valor chegou aos sete milhões. No abono de família, o Estado gastou menos 12 milhões no primeiro trimestre.

Metade dos idosos sem um único dente

fonte: SOL / LUSA

Metade dos portugueses acima dos 65 anos não tem um único dente natural na boca, segundo estimativas da Ordem dos Dentistas, para quem os implantes são um "avanço notável" mas não uma técnica definitiva ou com resultados garantidos.

"É um avanço tremendo da medicina dentária que os implantes possam substituir os dentes naturais quando estes se perdem. A implantologia é um avanço notável, o grande avanço da medicina dentária das últimas décadas", defende o bastonário Orlando Monteiro da Silva em entrevista à agência Lusa.

Apesar de reconhecer que é cada vez maior a tendência de recorrer aos implantes, em virtude também do envelhecimento populacional, Monteiro da Silva não o encara como uma moda e considera que, "infelizmente", são tratamentos que não estão ao alcance de todos.

Cada implante dentário colocado pode ir de 1.200 euros até acima dos 5.000, segundo uma ronda feita pela Lusa junto de alguns consultórios e clínicas.

Precisamente por ser uma área recente dentro da medicina dentária, a necessidade de a regular torna-se mais evidente, tendo a Autoridade do Medicamento (Infarmed) criado no mês passado uma comissão para acompanhar os dispositivos médicos (onde se incluem os implantes), os branqueamentos e os medicamentos na área dentária.

A implantologia é aliás uma das áreas que mais queixas motiva junto da Ordem, por envolver tratamentos caros e porque a expectativa dos clientes quanto ao sucesso desta técnica é elevada.

"As áreas da medicina dentária onde a expectativa é maior, como implantologia ou correcção de dentes, são sujeitas a que as pessoas possam fazer queixas quando acham que há má prática", explica o bastonário.

A Ordem dos Médicos Dentistas reconhece que há abusos na forma como se publicitam os tratamentos com implantes, adiantando que "nada é definitivo e muito menos garantido".

"A técnica da implantologia, uma espécie de raiz artificial, tem os seus riscos e as suas contraindicações e não é garantida e não é também para a vida inteira, apesar de termos a expectativa de que é duradoura", sublinha Orlando Monteiro da Silva.

A Ordem actua sobre os médicos dentistas individuais, mas nada pode fazer relativamente a clínicas, empresas ou seguradoras que publicitam os tratamentos com implantes como garantidos ou para durar a vida inteira.

Por isso, o bastonário defende que outras entidades reguladoras deviam agir para que os doentes não sejam enganados por publicidade abusiva, pensando que nuns locais os tratamentos são garantidos e noutros não.

Sobre a qualidade dos implantes, o bastonário garante não ter nunca recebido queixas dos profissionais de saúde e lembra que estes dispositivos têm de obedecer a um conjunto de normas para poderem ser colocados.

De acordo com a Autoridade do Medicamento (Infarmed), não há qualquer notificação de incidente envolvendo implantes dentários no Sistema Nacional de Vigilância de Dispositivos Médicos.

Contudo, no ano passado foi apresentada uma queixa específica sobre um laboratório de implantes dentários e três sobre não notificação da actividade de fabrico destes dispositivos, refere a informação do Infarmed enviada à Lusa.

Segundo a Ordem dos Dentistas, em Portugal, onde a grande maioria dos implantes é importada, os dispositivos têm de obedecer à certificação da Comissão Europeia, que "assegura a qualidade e os requisitos adequados".

Ao médico dentista cabe certificar-se do cumprimento da marca CE e ainda registar na ficha clínica do doente informação sobre o implante usado, que permite fazer o rastreio das suas características e proveniência caso ocorra algum problema.

Mais 612 idosos receberam complemento solidário em novembro

O número de beneficiários do Complemento Solidário para Idosos subiu para 225.689 em novembro, mais 612 em relação a outubro, segundo dados do Instituto da Segurança Social.

Tendo em conta o período homólogo de 2012, registou-se uma quebra de 2,9% no número de beneficiários, passando de 230.507 em novembro do ano passado, para 225.689 um ano depois.

Os dados do ISS, atualizados a 6 de dezembro, referem que do total beneficiários, 155.134 são mulheres e 70.555 são homens.

O maior número de beneficiários encontra-se no distrito do Porto (34.976), seguido de Lisboa (32.447) e de Braga (17.344), adiantam as estatísticas da Segurança Social, sujeitas a atualizações.

O Complemento Solidário para Idosos é um apoio em dinheiro pago mensalmente a pessoas com mais de 65 anos, com baixos recursos financeiros.

Crise retira idosos dos Lares


Segurança Social mandou encerrar 79 lares este ano, 22 deles com carácter de urgência. O Governo garante que muito em breve vai sair legislação para responsabilizar os familiares que abandonarem e maltratarem os idosos.

Nos lares de idosos das misericórdias, há filhos que retiram os pais para os levarem para casa e outros que deixam de pagar a parte que lhes cabe na mensalidade e não voltam a aparecer. E, nos lares privados, há familiares que transferem os idosos para instituições do sector social ou para lares clandestinos.

As queixas dos responsáveis dos lares das misericórdias e outras instituições particulares de solidariedade social multiplicam-se e, embora ninguém consiga contabilizar o fenómeno, há já quem avise que não vai ser possível aguentar durante muito tempo a situação. “Os filhos dizem que têm de ir buscar os pais porque ficaram sem qualquer tipo de rendimento”, explica Eugénio Fonseca, da Cáritas portuguesa. Notando que a família é o “lugar natural” dos idosos e que o regresso a casa até poderia ser a solução ideal, Eugénio Fonseca lamenta que a retirada dos mais velhos se fique a dever quase sempre a problemas financeiros. “O que temo é que eles percam as condições de que usufruíam nos lares. E quem é que controla isto?”, pergunta, defendendo a criação, em cada concelho, de uma comissão de protecção de idosos.

“Não temos muitos casos desses [retirada dos lares]. O que sentimos é uma diminuição muito significativa da comparticipação dos utentes”, diz o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. “Há instituições que estão a ficar no fio da navalha. Só a generosidade da comunidade tem permitido aguentar a situação. Não sei é até quando.”

“O fenómeno do abandono sempre existiu, mas a crise agudizou o problema”, sintetiza Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, as instituições onde este fenómeno mais se faz sentir. Já há lares do sector social com vagas, diz, algo que seria impensável há alguns anos (ver entrevista).

“Nos últimos anos, algumas famílias têm ido buscar os idosos aos lares como forma de sustento e esse facto pode ser muito problemático”, acentua a assistente social e especialista em Gerontologia Maria Irene Carvalho. “A evidência demonstra que a violência aumenta quando os cuidadores dependem financeiramente das pessoas que tratam. Os direitos destas pessoas podem estar em risco.” Outro problema é que, “em tempos de crise, as casas clandestinas aumentam e há muita gente que faz disto o seu modo de vida”. “A Segurança Social tem que fiscalizar o que está a acontecer”, advoga.

Clandestinos proliferam
Os lares de idosos têm-se multiplicado como cogumelos um pouco por todo o país. Com a crise, o cenário tornou-se ainda mais complexo: lares de instituições particulares de solidariedade social, que, além das camas subsidiadas pela Segurança Social, têm quartos para alugar a preços de mercado, concorrem actualmente com os chamados lares lucrativos e com estabelecimentos clandestinos – que, garante quem está no terreno, estão a proliferar de uma forma nunca antes vista.

Aparentemente, os dados oficiais do Instituto da Segurança Social (ISS) não parecem apontar para um agravamento da situação. Este ano, até 13 de Dezembro, as 586 acções de fiscalização efectuadas conduziram ao encerramento de 79 lares, sensivelmente o mesmo número do ano passado (84). Mas há um número que indicia que as condições poderão estar a piorar: deste total, 22 foram fechados, com carácter de urgência, mais do dobro do que tinha acontecido no ano passado (10). O encerramento urgente é determinado em “situação de perigo iminente para os direitos ou qualidade de vida dos utentes”, explica o ISS, que no ano passado fez muito mais inspecções (813).

Quem não tem dúvidas de que a situação está a agravar-se é João Ferreira de Almeida, presidente da Associação de Apoio Domiciliário de Lares e Casas de Repouso de Idosos (ALI), que não se cansa de criticar a actuação da Segurança Social face à proliferação de instituições clandestinas, onde calcula que vivam actualmente mais de 20 mil idosos. “Há quem seja obrigada a fechar e pouco tempo depois volte a abrir. Este é um mundo kafkiano”, diz.

Actualmente, as famílias também “adiam ao máximo” a ida dos mais velhos para os lares. Resultado? “Há muitos estabelecimentos a diminuir mensalidades e a despedir pessoal para ver se aguentam o barco”, diz o presidente da ALI. Ferreira de Almeida põe ainda em causa o facto de também os lares das IPSS concorrerem com os privados, quando beneficiam de isenções fiscais e de financiamentos comunitários para a construção de equipamentos, por não terem fins lucrativos. “Enquanto os lares sociais captam pessoas com capacidade financeira e se dedicam a quem tem mais, nós estamos cheios de idosos com muitas dificuldades para conseguir pagar as mensalidades”, descreve, enquanto diz que não há quem monitorize a situação.

“O Estado delega nas instituições sociais várias respostas e depois fica dependente. O lobby das instituições sociais é muito forte”, justifica.

Marina Lopes, que criou o site Laresonline, conhece bem esta realidade. Quando, no início deste ano, fez uma pesquisa para tentar encontrar lares com mensalidades até 500 euros, sem sucesso, percebeu que havia estabelecimentos lucrativos, afastados dos grandes centros urbanos, a cobrar mensalidades mais baixas do que era usual – à volta de 750 euros. Um valor inferior aos custos reclamados pelos lares do sector social, que podem ficar com até 85% da reforma do idoso, mais 355 euros da comparticipação da Segurança Social, tendo os familiares que suportar a parte que falta até ao total de 938 euros, que é o custo calculado por idoso.

“Esta é uma área extremamente complexa. Há lares do sector social que têm camas reservadas para a Segurança Social, camas com acordos de comparticipação da Segurança Social e ainda camas privadas, algumas com custos superiores às dos lares lucrativos, o que é estranho, porque teoricamente não existem para ter lucro”, diz. Quanto ao problema dos clandestinos, Marina Lopes acredita que o Estado “não vai resolver o problema porque não tem onde colocar estas pessoas”.

O Governo já prometeu avançar com legislação para combater estes problemas. Admitindo que os actuais valores das coimas “não dissuadiam repetidas infracções”, o gabinete do ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social adiantou ao PÚBLICO que, “muito em breve”, vai ser publicada legislação “para responsabilizar quem abandone idosos e pessoas adultas em situações de dependência”, e um diploma que aumentará de forma significativa as sanções pecuniárias, que não eram revistas há 16 anos. “Este diploma vai garantir que a prática deste ilícito não é compensatória e, acima de tudo, vai punir as reincidências”, acredita o responsável do gabinete de Pedro Mota Soares. Funcionará ainda “como um claro elemento dissuasor da prática de ilícitos, em particular do exercício da actividade sem licenciamento para as situações de negligência e maus tratos sobre idosos”.

Até 31 de Outubro deste ano, a Segurança Social tinha 1406 acordos de cooperação, correspondentes a 53.300 vagas comparticipadas em lares e residências para idosos. A sua despesa, em 2012, ascendeu a 250 milhões de euros.

Idosos de vários países explicam os seus medos de envelhecer


Idosos de várias cidades do mundo responderam a duas perguntas fundamentais: à medida que envelhece, do que é que têm mais medo? E qual é o maior problema que enfrentam os idosos no seu país?

Pedro Vega Yucra, de 80 anos, do Peru disse: «Eu só tenho uma casa pequena. Não tenho terra para trabalhar, não tenho dinheiro. Moro sozinho, porque os meus três filhos moram longe, e a minha mulher morreu há anos. O meu maior medo é que um dia eu não tenha nada para comer ou mesmo energia para trabalhar por conta própria. Nas áreas rurais do meu país, nós, os idosos, morremos e ninguém percebe. Nós comemos sozinhos, dormimos em paz. O governo deveria cuidar de nós, mas quando se fica velho, ninguém se importa.»

Padma Sagaram, 63 anos, de Singapura, disse: «Eu tenho medo de ficar doente e ser financeiramente dependente dos outros. Envelhecer provoca uma grande sensação de medo de estar sozinho. Tenho filhos, mas eles têm uma vida também. O que acontece com outros idosos que não têm filhos? Acho que o principal problema aqui é que não temos aldeias para reformados. Envelhecer tornou-se um estigma no país. Temos casas de repouso, mas não é o mesmo. Para mim, são como um lugar para abandono de pessoas idosas e doentes. Se tivéssemos aldeias de reformados, poderíamos envelhecer com outros graciosamente e o apoio emocional estaria disponível.»

Mohammed Hamid, 65 anos, de Nova Deli, India, é pai de seis filhos, três dos quais são casados. Afirmou que tem muito medo da miséria absoluta que pode alcançar a sua família, se ele, o único membro que trabalha, perder o emprego como condutor de riquixá. Segundo ele, o maior problema para a maioria dos idosos é a ausência de abrigo adequado, o que faz com que muitos deles dependam da misericórdia dos filhos.

Ingrid Förster, 82, residente em Frankfurt, Alemanha, disse, por sua vez, que «tem mais medo de perder a independência física e mental e tornar-se dependente de uma enfermeira». «O maior problema para os idosos é viver uma vida solitária.»

Para Sandra S. Harris, 67, de Decatur, Geórgia (EUA), «está com mais com medo de perder a memória». «Com tantos casos de doença de Alzheimer, fico assustada. Eu quero lembrar-me do passado, das pessoas e dos amigos e de coisas que eu fiz e não me lembro. Tenho dificuldade em perceber que estou a ficar mais velha e tenho medo de que as pessoas se aproveitem de mim. Acho que um grande problema enfrentado pelos idosos neste país é o roubo de identidade. Eu não sabia que algo assim existia até atingir-me. Tenho uma personalidade muito extrovertida e preciso de ter cuidado. Quando as pessoas são muito boas comigo presto mais atenção agora.»

Nissim Pinto, 79, residente em Telavive (Israel), é peremptório: «Eu não tenho medo de nada. Só não sei como continuar a minha vida quando eu ficar mais velho, da forma como eu vivi os quase 80 últimos anos. Não gosto quando os jovens tratam-me como um homem velho. Quando eu espero na fila no supermercado ou na farmácia, eles perguntam por que é que eu estou de pé. Até aprecio a forma como eles querem ajudar um idoso, mas não gosto de me sentir velho. Os tempos mudaram, e a vida é muito mais cara do que costumava ser há 20 anos, não é fácil viver da pensão que temos, temos dinheiro para pagar menos do que o básico, e já não podemos trabalhar.»

Amadou Mbaye, 74, é de Dakar, no Senegal. «Uma vez que Deus permitiu-me viver até aos 74 anos, eu só posso agradecer-lhe. Estou realmente satisfeito. Estou preocupado com as crianças, com o futuro delas. A vida é muito cara, há muito desemprego e a saúde é precária.» Sobre o maior problema que enfrentam os idosos no Senegal, Mbaye responde que as más condições económicas tornam a situação financeira dos idosos mais imprevisíveis do que no passado, quando se podia contar com os filhos para apoiá-los». «O Senegal é um país pobre. Não há emprego para os jovens, que lhes permitam cuidar dos idosos, e já não temos forças para trabalhar e sustentar a família.»

O agricultor egípcio Mahmoud Hussein, de 75 anos, morador do Cairo, diz ter medo de que os filhos o magoem, tirem-no de casa e que morra sozinho. «O maior problema dos idosos egípcios é a falta de um seguro de saúde e o pagamento da reforma como nos países civilizados.»

Já Richard Hardick, 74, morador de San Diego (EUA), confessa não ter medo de envelhecer. «Eu faço surf, pratico fly fishing [pesca com mosca] no Alasca, lecciono numa escola, sou um pouco diferente do que a maioria. Eu sou religioso e agostiniano, fiz votos de pobreza, castidade e obediência. Não tenho qualquer receio em particular, estou num grande momento. Acho muito provável que as pessoas ao ficarem velhas tenham problemas de saúde, como diabetes e a doença de Alzheimer. Acho que esses são os verdadeiros desafios.»

Paul Gresham, 75, morador de Decatur, Geórgia (EUA), diz não ter medo de muita coisa. «Mas o que me chatearia mais é se alguém levar o meu carro. Sei que o dia está a chegar, como eu continuo a envelhecer, em breve não vou ser capaz de conduzir, essa é a minha liberdade. Perder deprime-me mais do que qualquer outra coisa. Não ser capaz de cuidar do meu cão. Acho que um dos problemas mais negligenciados que enfrentam os idosos neste país é o abuso da família. Eu vejo isso no meu bairro, em muitos casos, os avós estão a criar filhos que estão a criar filhos. Há um temor entre os idosos, eles preferem ficar com os netos e sofrer abusos, do que viver sem eles noutro lugar. Eles vivem com medo e é um problema que está a crescer.»

Por fim, Juma Abdalla Athanas, 65, morador da favela de Kibera em Nairobi, no Quénia, afirma estar á espera dos títulos de propriedade para a sua terra e, o principal problema «é como é que vamos deixar uma casa, os nossos filhos e netos». «Tivemos muitos problemas, o governo está a mentir-nos. A minha saúde é um problema, eu não tenho força, do jeito que eu estou a ficar velho. Existem diferentes tipos de idosos; quem tem dinheiro pode ser levado para uma casa de repouso, mas para aqueles que não têm recursos, não há para onde ir.»

Ser Feliz é Simples !!!

O Centro Comunitário da Gafanha da Nazaré, Instituição de Solidariedade Social partilhou um video que vale mesmo a pena partilhar.

Idosos lusos entre os que mais contactam os amigos

Portugal encontra-se entre os cinco países europeus em que os idosos mais contactam com amigos, concluiu o estudo “Envelhecimento da População Portuguesa: dependência, ativação e qualidade”, desenvolvido pelo Conselho Económico Social (CES).

O estudo revelou que, “em cerca de metade dos países europeus, uma em cada 10 pessoas com 65 e mais anos não tem ligação com amigos, nem pessoalmente nem por qualquer outra forma de contacto”, pelo que a família tem um papel importante na prevenção do isolamento nas idades mais avançadas.

Além disso, este estudo baseado em dados do Eurostat relativos a 2010, refere ainda que Portugal se encontra entre os cinco países com maiores relações de amizade para o grupo etário de 65 e mais anos.

Este facto contrasta com a tendência europeia, em que, com o aumento da idade, aumenta também a percentagem de pessoas que não têm relações de amizade por vários motivos, como a morte dos amigos e a dificuldade de os substituir ou encontrar novas amizades.

Número de medicamentos que idosos tomam levanta controvérsia

fonte: http://www.publico.pt/j920007

Responsável da ARS do Norte garante que objectivo é sensibilizar profissionais para problema da "interacção" de fármacos.

A polémica estalou depois de a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte ter escolhido, de um lote de indicadores possíveis para a avaliação do desempenho assistencial dos centros de saúde, a proporção de idosos com 75 ou mais anos que tomam regularmente mais de cinco medicamentos. É uma forma de "pressão inaceitável" porque pode induzir os profissionais a receitarem menos, contesta o presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães.


Mais de 28 mil idosos a viverem sozinhos

fonte: Público

A Operação Censos Sénior sinalizou, entre 15 de Janeiro e 28 de Fevereiro, 28.197 idosos a viverem sozinhos ou em situação de isolamento, um aumento de 22,6% comparativamente aos dados recolhidos em 2012.

Este ano, na terceira edição da operação, foram identificados mais 5196 idosos, em relação aos 23.001 casos, em 2012. Desde a primeira edição da operação, em 2011, o número de idosos que vivem sozinhos ou em condições de isolamento aumentou em 12.601 casos.

Dos 28.197 idosos referenciados, são 19.455 os que vivem sozinhos, 6565 que vivem isolados. Há ainda 2177 que habitam sozinhos em condições de isolamento geográfico. As distritos do norte do país são aquelas com mais casos referenciados: Viseu (com 3315), Bragança (com 2586) e Guarda (com 2418).

Crise aumenta prescrição de Ansiolíticos e Estabilizadores de Humor

fonte: Público

Em apenas um ano, os médicos receitaram o dobro de embalagens de ansiolíticos e mais 59% de antidepressivos e estabilizadores de humor a pessoas com mais de 65 anos.

Este aumento “espantoso” na prescrição deste tipo de medicamentos a idosos, verificado no ano passado face a 2011, é interpretado pelo psiquiatra Pedro Afonso como uma consequência da crise e um indicador indirecto de que o risco de suicídio estará a aumentar nesta população “mais fragilizada”.

“Um aumento desta magnitude só pode decorrer de um fenómeno social como o da crise”, comentou ao PÚBLICO o psiquiatra do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa.

Na população em geral, a venda de antidepressivos aumentou 7,7% no ano passado e 1,2% a de ansiolíticos. Mas o aumento foi “exponencial” na prescrição destes fármacos a maiores de 65 anos, subindo de 1.739.406 em 2011 para 3.577.838 em 2012, no caso dos ansiolíticos, e de 1.439.591 em 2011 para 2.297.880 em 2012, nos antidepressivos e estabilizadores de humor.

Pedro Afonso serve-se destes dados para chamar a atenção dos políticos e governantes para o impacto dos problemas económicos, “na vida das pessoas”, sobretudo as mais idosas.

“A mudança das expectativas para o fim de vida que estas pessoas tinham e as consequentes reduções dos valores da reforma que levaram a uma desilusão e sentimento de insegurança” são algumas das hipóteses avançadas pelo psiquiatra para justificar esta subida.

“O aumento da solidão, porque há uma grande parte da população sénior a morar sozinha”, e “o facto de muitas pessoas nesta faixa etária estarem a viver a angústia e o desespero dos filhos ou famílias que estão a passar dificuldades económicas e no desemprego” serão outras explicações para este fenómeno, acrescenta.

Complemento Solidário para Idosos

O valor de referência do Complemento Solidário para Idosos foi reajustado de 5.022€ para 4.909€ na sequência da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 13/2013, de 25 de janeiro.

Este reajustamento, em vigor a partir de 1 de fevereiro, permitirá a continuidade desta prestação extraordinária de combate à pobreza dos idosos, integrada no subsistema de solidariedade.

O Complemento Solidário para Idosos (CSI) é uma prestação monetária para pessoas com baixos recursos, sendo o seu pagamento mensal. É uma prestação complementar à pensão que o idoso já recebe.

Quem pode requerer?
Todos os idosos de baixos recursos com mais de 65 anos e residentes em Portugal que:
1. Tenham recursos inferiores ao valor limite do CSI:
Se for casado ou viver em união de facto há mais de dois anos:
Os recursos do casal têm de ser inferiores a € 8.788,50 por ano e os recursos da pessoa que pede o CSI inferiores a 4.909€ por ano.
Se não for casado nem viver em união de facto há mais de dois anos:
Os recursos do requerente têm de ser inferiores a 4.909€ por ano.

2. Residam em Portugal há pelo menos seis anos seguidos na data em que faz o pedido;

3. Estejam numa destas situações:
Ser beneficiário de pensão de velhice, de sobrevivência ou equiparada;
Ser beneficiário do subsídio mensal vitalício;
Ser cidadão português e não ter tido acesso à pensão social por ter rendimentos acima do valor limite de € 167,69, se for uma pessoa ou de € 251,53, se for um casal.

4. Autorizem a Segurança Social a aceder à informação fiscal e bancária (tanto da pessoa que faz o pedido como da pessoa com quem está casada ou vive em união de facto);

5. Estejam disponível para pedir outros apoios de Segurança Social a que tenha direito e pedir para serem pagas as pensões de alimentos que lhe sejam devidas (tanto a pessoa que faz o pedido como a pessoa com quem está casada ou vive em união de facto).

Onde posso requerer?

Quando posso requerer?
Em qualquer momento.


O que preciso para requerer?
»Para mais informações, consulte o Site da Segurança Social.

As pessoas que estão a receber o CSI têm direito a benefícios adicionais de saúde para reduzir as suas despesas de saúde.

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