Pesquisa

Mostrar mensagens com a etiqueta notícias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta notícias. Mostrar todas as mensagens

VILA DE REI: EQUIPA DE CUIDADOS DOMICILIÁRIOS NO CONCELHO

A Câmara Municipal de Vila de Rei e a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, EPE assinaram um protocolo de colaboração que se traduzirá num reforço dos serviços de saúde prestados aos Vilarregenses através da criação de uma equipa de apoio domiciliário.

O protocolo prevê assim que a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Vila de Rei, criada a 1 de Fevereiro de 2015, possa desempenhar o seu trabalho de prestação de cuidados de saúde e apoio psicológico e social no âmbito domiciliário e comunitário através da implementação de uma unidade móvel de intervenção.

O Presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei, Ricardo Aires, refere que “a assinatura deste protocolo vem proporcionar uma melhoria na prestação de cuidados médicos aos Vilarregenses, reforçando assim o nosso compromisso na área da Saúde. Esta medida vai assim revelar-se de extrema importância, atendendo aos cuidados específicos que a nossa população mais idosa necessita, permitindo que pessoas com dependência física ou funcional possam ter acesso, com frequência, ao acompanhamento médico que necessitam.”

fonte: http://local.pt/portugal/centro/vila-de-rei-equipa-de-cuidados-domiciliarios-presta-servicos-de-saude-no-concelho/
POR GERSON INGRÊS

Açores alarga «Enfermeiro de Família» ao Faial

Governo dos Açores alarga «Enfermeiro de Família» ao Faial. Ordem dos Enfermeiros quer iniciativa no continente .

O Governo dos Açores anunciou hoje que vai alargar o projeto-piloto do Enfermeiro de Família à ilha do Faial, estimando que este serviço, inédito a nível nacional, entre em funcionamento naquela ilha em 2013.«Vamos começar no Faial porque tem uma realidade diferente da que existe no Centro de Saúde de Vila Franca do Campo», afirmou Miguel Correia, secretário regional da Saúde, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Germano Sousa, para fazer um balanço desta iniciativa.

O projeto-piloto do Enfermeiro de Família arrancou em 2010 no Centro de Saúde de Vila Franca do Campo, na costa sul da ilha de S. Miguel, envolvendo 12 enfermeiros, que realizaram milhares de consultas em saúde materna, infantil, de adultos e de planeamento familiar.

fonte: Diário Digital / Lusa

Cuidados de Saúde no SNS já estão mais caros

Desde o início do ano que as idas ao centro de saúde e ao hospital estão mais caras. Além de se ter criado novas taxas moderadoras, as que já existiam subiram, em muitos casos, para o dobro – custando agora uma urgência hospitalar polivalente 20 euros, contra os anteriores 9,60 euros, e uma consulta no centro de saúde cinco euros – e mais de um milhão de portugueses perderam o direito a isenção total.

Por outro lado, o Governo estima que mais 800 mil venham a ter cuidados gratuitos por carência económica. Mas não são só as consultas que estão mais caras, também os preços dos exames subiram na sua generalidade. Já a factura da farmácia deverá continuar a descer em 2012. Além da habitual revisão trimestral que ocorreu em Janeiro, e que resultou na baixa de preços, os novos genéricos passaram a ter de ser ainda mais baratos face aos originais e a redução das margens de lucro das farmácias e distribuidores também se reflectirá na factura do doente.

Abril será mês de nova redução, graças à revisão anual dos preços. Outra grande reforma na área do medicamento é a obrigatoriedade de prescrição pela substância activa do medicamento, em vez da marca. O diploma já foi aprovado no Parlamento e seguiu agora para Belém. Se, como tudo indica, esta medida entrar em vigor, os portugueses poderão escolher na farmácia o remédio mais barato. Mas as reformas na saúde, com vista a manter o Serviço Nacional de Saúde sustentável, vão muito além destas duas áreas.

Dando cumprimento ao memorando da troika e indo até mais além, o ministro da Saúde já implementou uma série de cortes nos incentivos aos profissionais que estão a causar perturbações, nomeadamente o aumento das listas de espera para cirurgias. Também a espera por exames tem aumentado porque os hospitais têm de esgotar toda a capacidade instalada antes de enviarem os doentes para clínicas privadas. Em breve deverá também ser anunciada a reorganização da rede hospitalar, que levará à fusão e fecho de serviços e de hospitais.

Taxas Moderadoras - Serviços em casa tornam-se mais baratos


O Ministro da Saúde e a ACSS divulgaram documentos com perguntas frequentes sobre taxas moderadoras.

Perguntas frequentes sobre taxas moderadoras - PDF – 380 Kb
Circular Normativa n.º36 de 2011 (28/Dezembro/2011) [PDF - 767Kb]- Meios de comprovação para isenção do pagamento de taxas moderadoras.

Cartaz A3 para divulgação e afixação [PDF - 3.000Kb]
Portaria nº 306-A/2011, de 20 de Dezembro – Tabela de Taxas Moderadoras. Em vigor em 1 de Janeiro de 2012. Qualquer questão sobre este assunto deve ser endereçada, preferencialmente, para:taxasmoderadoras@acss.min-saude.pt

Aumento das taxas moderadoras nos Serviços Públicos



Correio da Manhã – Como comenta o aumento generalizado das taxas moderadoras?
Guadalupe Simões – O Sindicato dos Enfermeiros tem uma posição sobre a defesa do Serviço Nacional de Saúde [SNS] no que diz respeito à equidade do acesso dos utentes aos cuidados de saúde. E por isso consideramos que este aumento coloca esse acesso em causa. Acredito que, devido à situação económica, muitas pessoas deixem de ir aos profissionais de saúde porque não têm dinheiro. in Correio da Manhã.


A nova portaria determina que as intervenções de enfermagem passem a ser cobradas. Quatro euros nos centros de saúde e cinco nos hospitais... Um doente que tem de fazer um penso diário durante 15 dias vai pagar 60 euros? Para muitos doentes isso é muito dinheiro e nem todos o têm.

A enfermeirosPT, por exemplo tem preços para este tipo de serviços, que igualam as taxas moderadoras permitindo ao cliente permanecer no conforto do seu Lar e dispor de um enfermeiro para toda a família.

Mulheres Portuguesas vivem metade dos anos com saúde

fonte: Associação Amigos da Grande Idade, Inovação e Desenvolvimento

Portugal apresenta um indicador extraordinariamente preocupante ao qual a Associação tem vindo a dar especial importância, pensando mesmo que estará neste indicador um dos mais graves problemas na sustentabilidade futura do envelhecimento no nosso País. Trata-se dos anos que se vivem com saúde após os 65 anos, visível através do seguinte gráfico:

Conseguindo apresentar uma esperança de vida semelhante à média dos Países Europeus, as mulheres em Portugal vivem menos de 5 anos com saúde após os 65 anos. Sabendo que os custos com o envelhecimento têm uma relação directa com os anos que se vivem com doença, percebemos o que nos distingue actualmente de Países como a Espanha e o Reino Unido.

A questão é que este é um problema realmente estrutural que requer uma resposta global e que obriga a integrar a estratégia para a saúde e a estratégia para as necessidades sociais, contribuindo para uma racionalização de meios só possível com uma liderança central. Não podemos continuar a ter uma política de cuidados de saúde primários que estejam de costas voltadas para o envelhecimento da população como não podemos ter uma política social que não cruze o seu planeamento com o serviço nacional de saúde.

Necessitamos pois de um plano nacional que previna que esta situação actual regrida, dando importância principalmente à manutenção da funcionalidade, investindo em serviços e modelos de cuidados que não olhem para a pessoa idosa só quando ela adoece. Propomos uma nova forma de encarar o envelhecimento com uma politica de PREVENÇÃO, actuando e investindo antes da instalação da doença, da incapacidade e da imensa solidão e inutilidade que, nós próprios, promovemos com os modelos actuais.

Radioterapia para eliminar tumor numa só sessão


Uma radioterapia que pode eliminar o cancro numa única sessão, mesmo com o tumor já espalhado, estará em breve disponível em Portugal, através de uma máquina quase única no mundo que ficará instalada na Fundação Champalimaud.


O equipamento, que a Fundação receberá ainda este ano, permitirá fazer radioterapia de dose única, tratamento que requer um elevado nível de precisão e que poderá ser feito em poucos minutos e sem qualquer toxicidade para o doente, segundo explicou em entrevista à Lusa o oncologista Carlo Greco


«É o mais avançado equipamento no mundo. Será absolutamente único em Portugal e, na Europa, há muito poucos. Mas a máquina que chegará em Dezembro vai ser equipada com ferramentas especiais que a tornam única no mundo», afirma o director da área do cancro da Fundação Champalimaud.


Esta técnica de radioterapia de dose única, disponível para tratamento no final do primeiro trimestre de 2012, vem permitir tratar muitos dos casos de cancro com metástases, sobretudo os menos disseminados.


Trata-se de uma radioterapia por imagem guiada, em que se faz uma TAC e o tratamento em simultâneo, que exige um elevado nível de precisão para que a dose única seja aplicada no local adequado e se torne suficiente.


«Já testámos este equipamento e esta técnica na Universidade de Pisa, em Itália, e os resultados foram surpreendentes. Tem é de ser administrada uma dose suficientemente forte para erradicar o tumor. E já provámos que funciona em qualquer tipo de cancro, mesmo num dos mais resistentes à quimio ou radioterapia, como o do rim», explicou Carlo Greco.


O responsável da Fundação Champalimaud vinca mesmo que um estudo demonstrou uma taxa de sucesso de 80% deste tipo de tratamento nos casos de cancro dos rins.


«É uma revolução», resume, assegurando que é indolor, se elimina a toxicidade e se consegue fazer o tratamento «de olhos fechados» demorando menos de um quarto do tempo do que as sessões convencionais de radioterapia. 


Ou seja, em 10 minutos consegue-se o mesmo do que com a cirurgia, mas permitindo ao doente ir para casa de seguida e sem risco de morte.


A vantagem, segundo o especialista, é que este método permite tratar várias lesões numa mesma e única sessão: «Podemos finalmente oferecer aos doentes metastáticos, mais do que uma esperança, uma realidade sem dor e sem invasão».


Contudo, a radioterapia de dose simples requer uma equipa estruturada e investigação em patologia molecular, para que se estude cada caso e a dose certa a dar em cada tipo de cancro.


«Isto significa uma medicina personalizada. Seleccionamos a dose conforme a histologia e a genética de cada pessoa. Só pode ser executado por uma equipa multidisciplinar», comenta.


Carlo Greco espera vir a receber doentes de hospitais portugueses e também de qualquer país da Europa ou do mundo: «Queremos abrir as portas a todos».


O director da Fundação lembra que a administração tem estado a trabalhar com o Governo português e que as negociações futuras serão feitas com cada um dos hospitais que manifestem interesse.


Por agora, a Fundação só recebe doentes particulares, tendo já acordos com oito instituições com seguros de saúde.


Apesar de nunca revelar o custo do equipamento para a radioterapia de dose única, Greco garante que o tratamento sai menos caro do que a radioterapia convencional.


«O custo para o sistema de saúde é muito mais baixo. A máquina vive por 10 anos e trata quatro vezes mais doentes», sublinha.


Para mais informações pode contactar:

Centro Clínico Champalimaud (CCC)
00351 21 04 800 48
http://centroclinico.fchampalimaud.org


+ Informações
Unidades clínicas multidisciplinares já em funcionamento:
  • Cancro da Mama
  • Cancro da Próstata
  • Cancro do Pulmão
  • Cancro Colo-Retal
  • Metástases
  • Serviços diferenciados de tratamento oncológico e diagnóstico:

  • Área Terapêutica:
  • Radioterapia
  • Quimioterapia
  • Medicina Nuclear Terapêutica
  • Radiologia de Intervenção
  • Área de diagnóstico:
  • Anatomia Patológica
  • Análises Clínicas
  • Biópsias
  • Imagiologia Mamária
  • Tomografia Computadorizada (TC)
  • Ressonância Magnética (RM)
  • Angiografia
  • Medicina Nuclear (Cintigrafias, SPECT, PET- CT)
  • Radiografia convencional
  • Ecografia
  • Programas de diagnóstico precoce:
  • Pulmão
  • Mama
  • Próstata
  • Colo-retal
  • Estudos de Propensão Genética

Se este post o ajudou agradecemos um email seu para geral@enfermeirospt.com

OMS: mais perigoso ir ao hospital que andar de avião


É mais arriscado e perigoso ir a um hospital do que voar de avião. O alerta foi feito pelo representante dos pacientes na Organização Mundial de Saúde (OMS), tendo em conta os milhões de mortes registados anualmente devido a erros médicos ou infecções hospitalares.

"Se um cidadão é internado num hospital de qualquer país do mundo, tem 10% de probabilidades de vir a ser vítima de algum erro, e um em cada 300 casos pode levar à morte", afirmou Liam Donaldson, citado pelo El Mundo. Segundo este responsável, o risco de se morrer num acidente aérea é de uma possibilidade em cada 10 milhões, dados que, de acordo com Donaldson, "demonstram que a atenção sanitária em geral, em todo o mundo, tem ainda um longo caminho para percorrer".

Anualmente, centenas de milhões de pessoas sofrem de infecções adquiridas em ambientes hospitalares, o que leva a OMS a pedir aos pacientes para fazerem mais perguntas e se envolverem mais nas decisões tomadas enquanto estão internados em hospitalares. Isto com o intuito de controlarem situações como a higiene, pois, segundo o mesmo organismo, mais de metade das infecções poderia ser evitada se os profissionais de saúde lavassem as mãos antes de tratarem dos doentes, escreve ainda o jornal espanhol.

O risco de contrair uma infecção é maior quanto mais tempo se passa nas unidades de cuidados intensivos, alerta Donaldson, adiantando que equipamentos como os catéteres e os ventiladores estão associados a taxas de infecção mais elevadas.

O problema não é igual em todas as zonas do mundo, mesmo entre países mais desenvolvidos. A taxa de mortes causadas por infecções hospitalares é mais elevada nos EUA que na Europa: por ano há 1,7 milhões de infecções nos EUA, resultando em 100 mil mortes; na Europa registam-se 4,5 milhões de infecções, provocando 37 mil mortes.

Maus-tratos a idosos preocupam provedor de Justiça

Os maus-tratos a idosos em instituições do Estado estão entre as principais preocupações do provedor de Justiça, apesar da possibilidade de “interpelação junto dessas entidades públicas”. Face a situações ocorridas em ambiente familiar, “pouco” se pode fazer. Este lamento de Alfredo José de Sousa surge no contexto da divulgação do relatório anual da Provedoria, que coloca a Segurança Social à cabeça do volume de queixas em 2010.

No ano passado, a Linha do Cidadão Idoso, disponibilizada pela Provedoria de Justiça, atendeu, em média, sete chamadas diárias. Ao todo foram recebidos 2706 contactos, entre os quais 246 relacionados com apoio domiciliário, 234 sobre questões de saúde, 215 relativos a maus-tratos, 152 sobre lares de idosos e outros 127 sobre casos de abandono. Pela primeira vez, verificou-se “uma acentuada predominância do grupo entre os 71 e os 90 anos de idade, o que porventura é demonstrativo do envelhecimento da população portuguesa”.


“Tratamento adicional”
Ouvido pela Antena 1, o presidente do Instituto da Segurança Social considerou importante que as queixas sejam encaradas tendo em vista que os maus-tratos a idosos não se esgotam na “violência física”.

“Quando se fala aqui de maus-tratos, os maus-tratos, quando são relatados pelos próprios, devem merecer um tratamento adicional, isto é, nós não estamos aqui a falar de violência física, estamos a falar de maus-tratos que se podem prender com a maneira de lidar, com a forma de cuidar, com a maneira como a alimentação é percebida, como é entendida pelas pessoas, as próprias regras de funcionamento, a participação das pessoas no funcionamento dos lares”, frisou Edmundo Martinho.

Em entrevista à agência Lusa, o provedor de Justiça mostra-se especialmente preocupado com os maus-tratos infligidos a idosos “em estabelecimentos que estão tutelados pelo Estado ou através da Segurança Social”. Ainda que haja “um remédio” para estas situações, que passa por uma “ação de interferência e de interpelação junto dessas entidades públicas para saber o que se está a passar”.

Nos casos que acontecem no seio familiar, a Provedoria pode “fazer pouco”, ou seja, aconselhar a Segurança Social a vigiar ou, “se tiver relevância criminal, participar às autoridades policiais”.

Ainda segundo o relatório, a linha de apoio foi maioritariamente utilizada pelos próprios idosos reclamantes (872), seguindo-se o segmento dos familiares (530). A comunidade foi responsável por cerca de 200 chamadas.


“Significativo aumento” na Linha da Criança
A contrastar com os números da Linha do Cidadão Idoso, a Linha da Criança recebeu, em 2010, um total de 856 chamadas. Perto de 13 por cento (110) prenderam-se com situações de maus-tratos físicos e psíquicos. Apesar da diferença entre os volumes de contactos, a Provedoria assinala que a Linha da Criança teve um “significativo aumento” de utilização – um acréscimo de 153 por cento face a 2009.

À Lusa, Alfredo José de Sousa justifica a diferença de números com o argumento de que “é muito mais fácil um idoso pegar no telefone e queixar-se ao provedor de Justiça do que uma criança”.

“Geralmente, no caso das crianças, quem apresenta queixas são os vizinhos, familiares ou alguém que tem conhecimento da maneira como são tratadas nos estabelecimentos oficiais onde estão internadas”, acrescenta.


Segurança Social à frente
O relatório anual indica que a maior parte das 7849 queixas registadas pela Provedoria de Justiça em 2010 dizem respeito à Segurança Social. Esta entidade soma 1077 reclamações. Seguem-se as questões relativas ao emprego público, com 736 queixas, a administração da Justiça, com 725, e a fiscalidade, com 491. Do total de queixas, 7423 partiram de cidadãos, o que corresponde a uma quebra de dez por cento em comparação com os dados de 2009, e outras 426 de pessoas coletivas – 135 de sociedades, 110 de associações, 89 de estruturas sindicais e 12 de partidos políticos.

Tal como no ano anterior, são os ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e das Finanças que ocupam os lugares cimeiros no conjunto das queixas. Só a Administração Central representa 50,4 por cento do total, ainda que se verifique uma redução face a 2009.

Dos 6505 processos abertos no ano passado, 17 foram desencadeados por iniciativa própria do provedor. Quatro destes estiveram relacionados com ações de inspeção, incluindo lares de terceira idade e serviços de fiscalização da Segurança Social. Alfredo José de Sousa salienta que “nem todas as queixas dão origem à abertura de processos e nem todos os processos têm o mesmo tratamento”: “Muitas vezes também se utiliza a queixa ao provedor de Justiça por matérias que não têm relevância, porque não visa a Administração Pública”.

fonte: RTP

82 por cento das grávidas mudam comportamentos face a mitos


fonte: CienciaHoje

Evitar fios ou cintos para a criança não nascer “esganada” com o cordão umbilical, não usar chaves nem beber por copos rachados, pois o bebé pode nascer com lábio cortado; não comer polvo, porque pode provocar aborto ou manchas; coser roupa vestida ou usar alfinetes pode trazer complicações à criança; evitar funerais pois o feto pode morrer, ficar amarelo, mudo, com espírito do falecido e acreditar que se a barriga estiver empinada é rapaz ou redonda é rapariga são alguns dos mitos que ao longo dos anos têm sido identificados pelas grávidas.

Maria Fátima Martins, da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho (UMinho), foi distinguida recentemente pela Ordem dos Enfermeiros Portugueses (OEP) com o prémio da melhor comunicação livre, que foi apresentada num congresso internacional em Malta, pelo estudo «A Educação para a saúde e as tradições durante a gravidez». A investigação conclui que 82 por cento das mulheres entrevistadas modificaram os seus comportamentos durante a gravidez em função do estabelecido por determinados mitos e crenças.

O projecto teve como objectivo analisar os comportamentos expressos pelas grávidas dependentes de tradições e conhecer a importância que os enfermeiros atribuem às mesmas. “Os resultados podem induzir que os mitos e as crenças são percebidos como elementos de segurança, de protecção, de conservação, de fé e de tradição que é necessário manter”, referiu.


Sobre a investigadora:
Maria Fátima Silva Vieira Martins, de 47 anos, é natural de Amares e professora na Escola Superior de Enfermagem (ESE) da UMinho. Licenciou-se em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica pela Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian em Braga, tirou o mestrado em Sociologia da Saúde e é doutoranda em Sociologia, também pela UMinho. Participou e apresentou comunicações/posters em diversos congressos nacionais e internacionais, publicou vários artigos científicos e um livro. Esta distinção valeu-lhe a participação na comitiva da Ordem dos Enfermeiros que se deslocou a Malta para a conferência do Conselho Internacional de Enfermeiros – International Council of Nurses (ICN).Segundo Maria Fátima Martins, “verificou-se que os enfermeiros, durante as consultas de vigilância pré-natal, raramente abordam a temática dos mitos, das crenças ou das tradições. Esta omissão leva a que as mulheres vivam a sua gravidez num clima permanente de ansiedade, de medo ou mesmo de insegurança”.

O trabalho deu origem ao livro «Mitos e Crenças na Gravidez – Sabedoria e Segredos Tradicionais das Mulheres de Seis Concelhos do Distrito de Braga», de 340 páginas, editado pela Colibri.

Alguns dos mitos ainda adoptados defendem que não se deve comer polvo e evitar fios, cintos ou funerais, que cara com sardas é menino, cara limpa é menina; subir a escada com pé direito é sexo masculino, pé esquerdo é feminino; ser proibido cheirar flores, senão o bebé pode nascer com uma flor no corpo, marcas ou manchas; se a grávida não comer o que deseja, a criança pode nascer com a boca aberta ou com o cabelo “espetado”; uma mulher grávida recusar ser madrinha, pois pode provocar a morte do bebé que está na barriga ou do que vai ser baptizado; se ao amamentar deitar restos de comida ao lixo e um animal fêmea prenha os comer, a mãe pode ficar sem leite; entre outros.

ERS sugere fecho de hospitais e fim do financiamento da ADSE


Portugal tem um número excessivo de hospitais que podem ser fechados e a implementação do programa negociado com a troika do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia é uma “boa ocasião para tomar decisões difíceis”, defendeu esta quarta-feira o presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS). Jorge Simões propôs ainda que a ADSE seja convertida num seguro social suportado pelos funcionários públicos.

Mais de metade dos 278 concelhos do país dispõem de mais do que uma unidade hospitalar financiada com verbas do Serviço Nacional de Saúde. É com base nestes dados que o presidente da ERS, Jorge Simões, fala de uma oferta excessiva de hospitais em Portugal. Estabelecimentos que, na opinião do responsável, podem ser fechados, até porque “as pessoas têm que perceber que Portugal está a passar por uma situação de grande dificuldade”.

“Não faz sentido ter a 15 minutos de um hospital outro pequeno hospital com um ou dois pediatras ou com um ou dois obstetras e que não dê resposta com qualidade necessária e que crie despesa que não faz sentido”, sustentou Jorge Simões em declarações recolhidas pela agência Lusa durante uma conferência do Instituto Nacional de Administração, em Lisboa. Para o presidente da Entidade Reguladora da Saúde, fechar as portas de “meia dúzia de pequeníssimos hospitais não causa problemas graves às pessoas”.

Ainda assim, ressalvou, impõe-se que a tutela dialogue com os órgãos autárquicos dos concelhos que venham a ser atingidos por eventuais encerramentos. Por outro lado, embora se mostre convicto de que a rede de hospitais tem unidades a mais, o presidente da ERS fala da necessidade de elaborar estudos técnicos para cada uma das situações. Coragem para adotar “decisões difíceis” é aquilo que Jorge Simões espera do próximo governo.


Futuro da ADSE

Numa sessão dedicada às medidas do plano de resgate financeiro para a Saúde, o responsável pela ERS criticou também o abate de custos com a ADSE receitado pela troika do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu. Algo que poderá agravar o desequilíbrio financeiro do subsistema de saúde dos funcionários públicos: “Há o risco de os beneficiários com maiores rendimentos e maiores descontos, os mais afetados pela redução da cobertura, exercerem o direito de opting-out”.

Nos termos do programa de austeridade que enquadra o empréstimo de 78 mil milhões de euros a Portugal, terá de ser concretizada, já em 2012, uma redução de 30 por cento nos custos com os subsistemas de trabalhadores da Função Pública, membros das Forças Armadas e das forças de segurança. O objetivo é garantir que sejam financeiramente autónomos dentro de cinco anos.

“Discordo que haja vantagem em que o Orçamento do Estado financie a ADSE. Julgo que deve ser autossustentável e não depender do Orçamento geral”, afirmou Jorge Simões na conferência do Instituto Nacional da Administração, traçando dois cenários para aquele subsistema de saúde: a sua supressão, por vontade dos beneficiários, ou a sua conversão num seguro social suportado pelos trabalhadores do Estado.

Famílias da classe média não conseguem pagar lares de idosos


Há famílias portuguesas que já não conseguem pagar as prestações dos lares da terceira idade, devido à crise. O alerta é do responsável da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) para os assuntos de Acção Social, Carlos Amaral, que afirma que são sobretudo as famílias de classe média que já não asseguram os compromissos: "Todos os dias, nos nossos lares, nos dizem que não conseguem pagar a prestação".

A mensalidade nos lares privados pode custar entre 700 e 1000 euros (João Henriques)

Carlos Amaral garante que nestes casos, que atingem sobretudo a classe média, têm sido as instituições a garantir a permanência dos idosos: "As misericórdias têm conseguido, porque adquirimos capacidade económica ao longo de 500 anos para suportar o défice. Mas até quando?" O presidente da Ali - Associação de Apoio Domiciliário de Lares e Casas de Repouso de Idosos, João Ferreira de Almeida, afirma mesmo que há cada vez mais famílias que, por não conseguirem pagar as mensalidades - nos lares privados podem oscilar entre os 700 e os 1500 euros -, estão a retirar os idosos das instituições: "Normalmente, para os colocar nas casas clandestinas, onde a mensalidade é muito inferior", diz.

Por correio electrónico, o presidente do Instituto da Segurança Social, Edmundo Martinho, diz, porém, que "importa desmistificar a ideia" de que estas casas são "mais económicas", uma vez que, "em muitos casos", as mensalidades "igualam ou superam" as de instituições legalizadas.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia, ressalva que, nos lares que são instituições particulares de solidariedade social, desconhece situações de falta de pagamento. Nestas entidades, diz, procuradas por "pessoas com mais dificuldades", as prestações são "ajustadas" às condições económicas da família do idoso.

Edmundo Martinho garante que "pode eventualmente acontecer um ou outro caso" de idosos retirados dos lares por dificuldade de pagamento. "Mas nunca de modo a constituir uma tendência ou a representar uma preocupação". Ferreira de Almeida discorda e sustenta que a crise está "a retrair as pessoas de colocarem idosos nos lares". Uma das situações que se verificam, diz, é os idosos irem para casa, porque há familiares que ficaram desempregados.


Legislação Encarece
Alguns destes dirigentes entendem que a legislação tem exigências desadequadas à realidade do país, encarecendo o funcionamento dos lares e aumentando as prestações. Apesar de ressalvar que a queixa já é antiga, João Ferreira de Almeida diz que a situação piorou com a crise: "Há hoje lares privados que se viram obrigados a encerrar parte das suas instalações e a despedir pessoal e a tendência é para a situação se agravar", diz o presidente da Ali, que congrega 200 empresas proprietárias de lares.

Carlos Amaral tem uma percepção idêntica: "Temos um nível de exigência desajustado ao país, é confrangedor! Se o Estado quer que todos os lares sejam seis estrelas, que os pague! O Estado não tem dinheiro, as famílias também não, o Estado não tem noção da realidade, é especialista em criar realidades fantasiosas!"

O responsável da UMP defende que, para enfrentar esta situação, em que tanto as famílias como o Estado estão sem dinheiro, é preciso alterar a legislação e abrir vagas, o que aumentaria as receitas das instituições e diminuiria os custos para as famílias: "O que temos de fazer é, com os mesmos lares e o mesmo número de trabalhadores, aumentar a protecção social, abrir mais vagas."

Mas, para isso, seria necessário alterar a legislação que determina que, para um lar funcionar, tem de haver 25 por cento de quartos com uma cama e 75 por cento com duas: "Temos de alterar isto para [uma norma que estipule] o número de metros quadrados por utente, tendo em conta a sua qualidade de vida. Desde que haja esse número, pode haver uma, duas ou três camas...", defende.

Também Ferreira de Almeida considera que "a legislação obriga a que se gaste imenso dinheiro para alojar apenas um pequeno número de idosos" - "dois a 2,5 milhões de euros em média apenas para 40 a 45 idosos". Em contrapartida diz que, por exemplo, deveria ser mais fácil adaptar moradias já existentes a lares com "qualidade média, mas suficiente" e "de acordo com o nível socioeconómico dos idosos e das famílias", em vez de se construir de raiz.

"O país está agarrado a regras burocráticas, que perturbam o desenvolvimento do sector social. Temos de deitar fora o sistema burocrático e controleiro que caracteriza o Estado", diz Amaral. "As misericórdias estão a resistir. De vez em quando, temos de baixar [os preços], mas isso não é suportável. Um idoso, com as regras que há, custa mil euros por mês. Quem tem dinheiro para isto?"Edmundo Martinho rejeita as críticas e defende que a legislação está "perfeitamente adequada": "A situação de crise que vivemos não pode ser o pretexto para fazer regredir o nível de qualidade que as instituições de solidariedade têm vindo a conseguir". Apesar de adiantar que está "em revisão o normativo que regula o funcionamento dos lares de idosos", avisa desde logo que "o caminho a seguir é o de elevar em permanência os patamares de qualidade" e não o de "aligeirar" as regras.

Cancro do cólon mata oito portugueses por dia



Todos os dias morrem, em média, oito portugueses com cancro do cólon ou do reto, doença que afecta cerca de 7.000 novas pessoas em Portugal em cada ano, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.

«É um dos cancros mais frequentes e que tem estado a aumentar mais nas populações urbanas e dos países desenvolvidos. Mas que pode ser perfeitamente evitável com rastreios», que devem ser feitos a partir dos 50 ou 55 anos, adiantou à agência Lusa o presidente da Sociedade, Leopoldo Matos.

O cancro colorrectal, que é dos tumores do aparelho digestivo o mais mortal, é responsável por mais de 3.000 mortes por ano.

A quase totalidade dos tumores do intestino surge depois dos 55 anos, daí que os rastreios sejam fundamentais para a prevenção e tratamento atempado.

A oncologia nas doenças do foro gastrointestinal é a principal preocupação dos especialistas, que a partir de quarta-feira dedicam uma semana a debater estes temas, certos de que nos próximos anos serão confrontados com mais situações de tumores no aparelho digestivo: fígado, pâncreas, estômago ou intestino.

Mesmo sem dados concretos, Leopoldo Matos avisa que o número de casos de cancro do fígado está a aumentar e que essa continuará a ser a tendência. As infeções pelos vírus da hepatite B e C são um dos grandes contributos para este tumor, que tem muitas vezes uma evolução silenciosa.

fonte: TVI24

Doentes não têm cuidados específicos em casa


Fonte: DN
Mais de 80% dos 90 mil doentes com Alzheimer estão em casa, entregues à família e sem cuidados especializados. Uma sobrecarga que quem tem de cuidar deles suporta com enormes dificuldades económicas, psicológicas e operacionais. Muitos cônjuges e filhos destas 75 mil famílias são obrigados a deixar o emprego para lhes prestar apoio permanente, pois o Estado não possui equipas de apoio domiciliário nem centros especializados. Mesmo quando a resposta passa por um lar normal, a lista de utentes em espera pode chegar aos 15 mil, como afirmou na edição de ontem do DN a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).
As denúncias são feitas pela associação Alzheimer Portugal que dá voz às dificuldades expressas pelos familiares dos doentes: medicamentos caros e não gratuitos - porque esta não é considerada doença crónica -, falta de médicos especialistas nos hospitais que acompanhem e prescrevam medicação, e falta de direitos laborais que permitam cuidar dos doentes.

"Não há dias de apoio à família específicos para estes cuidadores, só os normais. O que não serve praticamente para nada, quando se precisa de apoio a tempo inteiro", disse ao DN Ana Sofia Gomes, assistente social da associação.

Quando a demência evolui de tal forma que o doente carece de internamento, as famílias deparam-se com outro drama: os lares não têm vagas ou apresentam reticências em acolher doentes com estas características, pois não têm equipas especializadas - com neurologistas, terapeutas e psiquiatras - para os tratar. Se para um idoso normal, já é difícil encontrar vaga num lar, para estes doentes específicos não há sequer resposta. O futuro será ainda mais grave, pois se hoje há 90 mil doentes, daqui a dez anos, poderá haver 120 mil.

A rede está a ser equacionada para que haja uma resposta integrada às demências, nas quais se inclui o Alzheimer, disse ao DN a presidente da rede nacional de cuidados continuados integrados. Inês Guerreiro reconhece, contudo, que este é um processo muito lento e que os centros de dia anunciados em Maio - um por distrito - ainda não foram para o terreno.

Vacina por via nasal pode ser mais eficaz contra a gripe

Depois dos bons resultados alcançados em ratos, o próximo passo destes investigadores é realizar os testes com a vacina intra-nasal em seres humanos.

 

A principal vantagem desta vacina consiste no aumento da eficácia do produto, que entra, de imediato, em contacto com o sistema respiratório.

Actualmente, as vacinas nasais não são muito usadas visto que, por norma, apresentam baixa eficiência. Tal acontece porque, apesar do tracto nasal ser considerado um dos maiores responsáveis pela entrada no corpo de vírus e bactérias, tem uma baixa resposta imunitária, o que é típico em superfícies de mucosa. Contudo, os investigadores adicionaram à vacina uma substância que permitiu superar este entrave.
Um novo tipo de vacina contra a gripe e a pneumonia administrada pelo nariz pode revelar-se mais eficaz do que os actuais. Consiste num spray nasal que foi apresentado por investigadores doAlbany Medical Center, de Nova Iorque, durante uma Conferência da Sociedade de Microbiologistas do Reino Unido.

Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral: 31 de Março


Assinalou-se o Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral no dia 31 com rastreios e ações de sensibilização

Desta forma promoveram-se rastreios dos principais fatores de risco de AVC e ações em todo o país para alertar a população para uma doença que mata dois portugueses por hora.

A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), presidida pelo neurologista Castro Lopes, organizou em todo o país um "conjunto de ações de informação, sensibilização e aconselhamento da população". Estas ações incluiram também 'workshops' destinados a cuidadores de pessoas com AVC e palestras dirigidas ao público em geral.

Mais de 60 por cento das pessoas morrem nos hospitais

fonte: PUBLICO.PT

Tendências da mortalidade entre 2000 e 2008 Cada vez se morre mais nos hospitais ou em clínicas - houve um aumento de 13,3 por cento em Portugal neste período. É uma tendência que começou na segunda metade do século XX e se acentuou na última década: morre-se cada vez mais nos hospitais.

A casa como lugar para o fim da vida deixou de ser predominante e o problema é que uma parte substancial das unidades de saúde ainda não está preparada para lidar devidamente com a hospitalização da morte.

 Só entre 2000 e 2008, a percentagem de pessoas que morreram nos hospitais ou em clínicas aumentou 13,3 por cento em Portugal. Os óbitos hospitalares representaram 61,4 por cento do total (contra 54,2 por cento, em 2000). Ao mesmo tempo, as mortes em casa - que em 2000 correspondiam sensivelmente um terço do total - eram já menos de 30 por cento em 2008.

E é preciso notar que aqui estão incluídos os óbitos em lares de idosos. Os dados, do Instituto Nacional de Estatística, são analisados no estudo Dos 15 aos 115 - Tendências da mortalidade em Portugal 2000-2008 - um trabalho em que o Alto-Comissariado da Saúde avalia a evolução da mortalidade na primeira década do século XXI, comparando os valores dos anos 2000, 2004 e 2008. É a confirmação de um fenómeno que o presidente do Conselho para a Qualidade na Saúde, o médico Luís Campos, foi o primeiro a observar e a destacar em Portugal.

Em 1991, num trabalho sobre a hospitalização da morte, Luís Campos traçava já a curva ascendente dos óbitos por doença nas unidades de saúde, por contraponto às mortes por doença no domicílio - que representavam 88,3 por cento do total em 1958. Foi justamente no início da última década do século XX que passou a ser mais comum morrer no hospital do que em casa. Um fenómeno que é explicado por uma série de factores: a ocultação da morte, a mitificação da medicina e os avanços no campo da reanimação, acompanhados da redução do núcleo familiar e do aumento do trabalho feminino.

O problema é que "esta mudança sociológica" não foi acompanhada pelo sistema de saúde, observa Luís Campos. Era necessário equipar os hospitais para as novas necessidades, mas ainda pouco foi feito. Os autores do estudo do alto-comissariado chamam justamente a atenção para as debilidades da resposta a doentes em fase terminal nos hospitais. Para avaliar esta realidade, realizaram um inquérito em 28 serviços e obtiveram respostas de 36 responsáveis. Não é uma amostra representativa, mas permite ter uma ideia do que se passa nas unidades de saúde. Basta ver que apenas 36,8 por cento dos serviços inquiridos dispõem de um local próprio ou reservado para os doentes em fase terminal e que são a excepção os profissionais que têm treino específico para lidar com estes doentes, tal como são uma minoria os departamentos que mencionam a possibilidade de os cuidados serem prestados num esquema domiciliário.

O apoio aos familiares ainda é mais descurado: o telefone é o modo mais usado para participar a morte (71,7 por cento) e só uma minoria dos médicos e enfermeiros procura ajuda psicológica para os familiares após o óbito.

No trabalho recorda-se, a propósito, um estudo conduzido este ano pela Economist Intelligence Unit sobre a Qualidade da morte em 40 países, e em que Portugal surge globalmente classificado no 31.º lugar, sobretudo devido à dificuldade de acesso a cuidados paliativos.

Cancros matam cada vez mais

Globalmente, o cenário é bom: entre 2000 e 2008, verificou-se um declínio da mortalidade em todas as idades e as mortes prematuras (antes dos 65 anos) diminuíram. A má notícia é que os cancros mataram mais. Em termos absolutos, as mortes por cancro aproximavam-se já de um quarto do total dos óbitos em 2008 (23,2 por cento), quando em 2000 representavam pouco mais de um quinto. Em contrapartida, as mortes devidas às duas principais doenças cardiovasculares (enfartes e acidentes vasculares cerebrais) baixaram substancialmente, de 28,8 por cento em 2000, para 21,6 por cento do total, em 2008.

Viana News: Enfermeiros ao domicílio, via... telefónica.

fonte: Viana News

Já se encontra em funcionamento um novo serviço de saúde, disponível para o Concelho de Viana do Castelo. A REDENCED – Enfermeirospt, assume–se como uma REDE NACIONAL DE CUIDADOS ESPECIALIZADOS AO DOMICILIO.

Neste sentido, procura dar uma resposta atempada, com profissionalismo e competência, aos utentes que recorram aos seus serviços. Sem necessidade de deslocação, os utentes serão alvo de atenção e todas as sinergias desta equipa profissional, estão direccionadas para a resolução adequada dos problemas de saúde dos seus clientes.

Contando com profissionais com comprovada experiência profissional, têm à disposição cuidados de enfermagem; cuidados médicos; fisioterapia; podologia; preparação para o parto; cuidados à grávida, puérpera e recém nascido; acompanhamento de utentes com patologia mental, entre outros serviços.

Estão em negociação parcerias com unidades hoteleiras e instituições locais, para os quais estes serviços serão certamente uma mais valia, para a qualidade dos serviços que oferecem.

O contacto é feito pela linha nacional da Rede. Marcando o número 707 30 30 60, será encaminhado para a equipa local que actua no concelho de Viana do Castelo.

Esperamos concerteza que venham a ser um serviço necessário para a saúde da nossa população.

+ Visualizados