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Universidade Católica do Porto abre programa destinado a pessoas com mais de 50 anos

A Universidade Católica do Porto vai arrancar em Outubro com o programa Universitário 50+, o qual se destina a pessoas com mais de 50 anos que queiram aprofundar conhecimentos em várias áreas de conhecimento. Este curso tem a duração de três anos, realizando-se as aulas três vezes por semana. As inscrições podem fazer-se através da Internet, em www.porto.ucp.pt. O presidente da Universidade Católica do Porto, Joaquim Azevedo, afirma que se trata de uma oportunidade de qualificação e formação para esta faixa etária.

Acordos para conter despesa com análises clínicas

Secretário de Estado da Saúde assina acordos com associações, dia 2 de Agosto, para regular política de preços.

O Secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, assina acordos entre o Ministério da Saúde e a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos (ANL), a Associação Portuguesa de Analistas Clínicos (APAC) e a Associação Portuguesa dos Médicos Patologistas (APOMEPA), com o objectivo de regular a política de preços e, simultaneamente, de criar mecanismos de contenção da despesa no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O acordo, assinado na próxima segunda-feira, dia 2 de Agosto, no Ministério da Saúde, prevê a redução em 5% do preço das análises clínicas em todos os casos em que o preço convencionado supere o preço SNS.

Trata-se de um instrumento regulador que garante o desenvolvimento dos laboratórios de análises clínicas do sector privado, convencionado com o SNS, dentro dos limites de sustentabilidade financeira do SNS e que contribui para a garantia da qualidade dos serviços prestados e sem prejuízo das preocupações com a defesa do nível de emprego no sector.

Com base neste acordo as partes assumem ainda o compromisso de garantir que a despesa do SNS com análises clínicas ficará estabilizada em 2011 e 2012, com um crescimento máximo de zero nos próximos 2 anos.

ENFERMEIROS APOIAM IDOSOS E CUIDADORES


fonte: Mundo Sénior

Apenas 6800 enfermeiros trabalham em centros de saúde. É lá que fazem um dos serviços menos visíveis e mais próximos dos doentes. O JN relata histórias de enfermeiros ao domicílio que são psicólogos, assistentes sociais, podólogos, amigos e muito mais. "Somos um pouco de tudo. Até já servi de electricista para ajudar a ligar uns cabos. A parte de enfermagem é muito importante, sem dúvida, mas a componente humana é que faz a diferença", considera Paulo Cunha, 33 anos, 12 de enfermagem, os últimos quatro nos cuidados de saúde primários. Actualmente colocado na Unidade de Saúde Familiar (USF) de Villa Longa, Vialonga (Vila Franca de Xira), onde está a ser criada uma Unidade de Cuidados à Comunidade, está afecto à visitação domiciliária. Num dia normal de trabalho, faz entre 22 e 28 visitas a doentes com os mais diversos problemas.

"Cerca de 90% dos nossos utentes têm mais de 65 anos e as complicações associadas à idade: úlceras varicosas, ou seja, feridas devido a má circulação, e pés diabéticos, mas também existem muitos acamados e dependentes." O grande número de casos que tem para atender é a maior dificuldade com que este enfermeiro se depara: "Gosto de dar toda a minha disponibilidade às pessoas, conversar com elas, saber como vai a vida, porque tudo influencia o estado de saúde, e com este volume de trabalho, é difícil". De Vila Franca de Xira para Chaves, muda o cenário, rareia a população, multiplicam-se as distâncias. No Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Alto Tâmega e Barroso - que abrange sete centros de saúde de seis concelhos -, os 110 mil utentes dispersam-se por quase 3.000 quilómetros quadrados. Se no Interior os idosos estão sós devido às migrações, no Litoral, a solidão tem causas diversas, mas resultados idênticos. "Quando o doente está em casa, recupera muito melhor.

Tenho utentes que melhoram quando os filhos estão de férias e passam mais tempo com eles. A minha prioridade é reabilitar o mais possível e treinar os cuidadores para que o doente fique em casa", explica António Fernandes, enfermeiro da USF de Santa Clara, Vila do Conde. "No domicílio, criam-se laços afectivos que não se fazem no hospital. Somos o amigo a quem podem recorrer quando têm problemas, não só de saúde, mas de todo o género. Os idosos estão cada vez mais sozinhos e desprotegidos", conta o Enfermeiro Bruno Azevedo, da USF de S. Simão da Junqueira, em Vila do Conde.

"Sabem quando vamos e estão à nossa espera para conversar um bocadinho. Somos um pouco psicólogos, tanto dos doentes como das famílias", acrescenta este profissional, que faz as visitas de táxi porque a USF não tem meios para comprar mais uma viatura. Um dos pontos mais importantes para João Pereira é apoiar as famílias. "É fundamental que os cuidadores sintam que não estão sozinhos. O meu lema é chegar sempre com um sorriso e, ao despedir-me, ver sempre um sorriso na cara de quem fica."

Mais de 70% dos grandes frequentadores das urgências sofrem de doença crónica


fonte: ionline

Mais de 70 por cento dos "grandes frequentadores" das urgências, com quatro ou mais admissões anuais, recorrem a estes serviços por "descompensação" de doenças crónicas, revelou hoje o coordenador do Núcleo de Estudos de Doenças Auto-Imunes (NEDAI).

A "imagem habitual" dos serviços de urgência é repleta de "doentes idosos que ali recorrem por descompensação de uma doença crónica e de doentes que sofrem de três ou quatro outras patologias igualmente crónicas, com má aderência à terapêutica e problemas sociais", descreveu Luís Campos no II Fórum Internacional sobre o Doente Crónico, que decorre hoje e sábado em Lisboa.

O médico internista adiantou que a resposta que o sistema de saúde dá aos doentes com doenças crónicas é "episódica, reativa", que incentiva o recurso às urgências em vez de incentivar alternativas mais eficientes e adequadas.

O Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006 refere que 5,2 milhões de portugueses (54 por cento da população) sofrem de, pelo menos, uma doença crónica, mas há cerca de 2,6 milhões (29 por cento) que sofrem de duas ou mais e cerca de três por cento da população sofrem de cinco ou mais doenças crónicas.

Luís Campos citou um estudo do investigador Miguel Gouveia para mostrar o impacto das doenças crónicas no mercado de trabalho, que pode ter custos muito superiores aos dos cuidados de saúde. Um exemplo é o caso da diabetes.

"Os custos do internamento atribuível à diabetes foram perto de 85 milhões de euros em 2008, mas as saídas precoces do mercado de trabalho custaram à economia portuguesa mais de 324 milhões, ou seja 3,8 vezes mais", frisou.

Segundo o médico internista, apenas 5 por cento das pessoas internadas nos hospitais públicos são responsáveis por 30 por cento do total de dias de internamento, sendo na sua grande maioria doentes crónicos.

Presente no Fórum, a ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou que os serviços de saúde modernos têm de ser capazes de responder de forma eficaz às doenças crónicas apostando na prevenção e cuidados a longo prazo. A alta comissária da Saúde defendeu, por seu turno, que os os cuidados de saúde e a equidade de acesso são fundamentais para o controlo da doença crónica. "A morte antes dos 65 anos por asma ou antes dos 49 por diabetes é exemplo de um padrão dos cuidados de saúde não efetivos em tempo útil. A morte prematura por diabetes é paradigma da deficiência dos cuidados primários e hospitalares e de articulação entre esses dois níveis", frisou Maria do Céu Machado.

Para a médica, o acesso dos doentes deve ser "pelos cuidados primários e não centrados nos hospitais, onde não se faz prevenção de forma organizada, o episódio agudo envolve tecnologia sofisticada e dispendiosa e a alta carece de orientação que previna o reinternamento"

Projecto de Voluntariado em Saúde


“pela primeira vez nos cuidados de saúde primários na região, o agrupamento de centros de saúde (aces) central do algarve aposta no desenvolvimento de um grupo de voluntários, no âmbito do programa «formar para ajudar», que irá colaborar no centro de saúde de faro a partir do dia 3 de maio de 2010, no acolhimento e no bem-estar dos utentes daquela instituição, visando o projecto, pioneiro na região, uma maior humanização dos serviços.

os primeiros 13 voluntários que agora iniciam as suas actividades no centro de saúde de faro já tiveram a oportunidade de ficar conhecer os serviços, tendo ainda recebido uma formação interna de 19 horas, sobre os cuidados de saúde primários, os serviços do centro de saúde de faro; a equipa de cuidados continuados integrados de faro; o voluntariado – definição e perfil; o voluntariado quanto ao âmbito, posições funcionais e motivações; os domínios do voluntariado; enquadramento jurídico; humor na saúde, organizada pelo gabinete do cidadão com a colaboração de profissionais de saúde e um voluntário certificado pelo conselho nacional para a promoção do voluntariado.

é com o objectivo de tornar o espaço de atendimento do centro de saúde de faro mais acolhedor e integrador, que estes voluntários terão a oportunidade de participar em projectos de promoção da saúde, acompanhar pessoas em situação de dependência e isolamento social, facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços de saúde, humanizar as salas de espera das unidade de saúde através do desenvolvimento da hora do conto para as crianças que visitam as instalações (no âmbito do projecto ler + dá saúde), ou convidando ainda os utentes para uma pausa para um chá.”

METADE DA POPULAÇÃO SOFRE DE UMA DOENÇA CRÓNICA


fonte: Mundo Sénior

imagem: Idade Maior

Metade da população portuguesa sofre de uma doença crónica, patologias que crescem cerca de 2,5% ao ano no grupo dos idosos e representam cerca de 60 a 80% das despesas em saúde, noticia a Lusa/Público.

O Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006 refere que 5,2 milhões de portugueses (54%) sofrem de, pelo menos, uma doença crónica, mas há cerca de 2,6 milhões (29%) que sofrem de duas ou mais e cerca de 3% da população sofrem de cinco ou mais doenças crónicas, diz o coordenador do Núcleo de Estudos de Doenças Auto-Imunes (NEDAI), Luís Campos. O ritmo de crescimento destas doenças é “bastante acentuado”: cerca de 1% ao ano na população em geral e cerca de 2,5% nos idosos, referiu.

Em termos de doença crónica, a cárie dentária é a mais prevalecente, atingindo 54% da população, seguindo-se a hipertensão arterial (42%), a dor crónic a (31%), as perturbações mentais (23%) e a rinite alérgica, que atinge 20,5% da população, adianta Luís Campos, citando vários estudos. Muitos destes doentes são tratados nos serviços de urgência. “Estão a ser tratados de uma forma reactiva, baseada nos episódios agudos”, referiu.

Nos 3% da população que acumula cinco ou mais doenças crónicas, as mais frequentes são a hipertensão, que afecta 80% destes doentes, a doença reumática (77%), depressão (52,6%), osteoporose (48%), diabetes (37%) ou as pedras nos rins (37,9%). Naturalmente, os idosos são os mais afectados. Cerca de metade destes doentes tem mais de 65 anos e 40% terão entre 45 e 64 anos.

As emoções envelhecem?

fonte: Idade Maior

Ou amadurecem? Tornamo-nos mais sábios e prudentes ou, pelo contrário, mais emotivos e reactivos? À medida que a idade avança apercebemo-nos que a maturidade vai-nos ajudando a filtrar o que nos chega do mundo.

A maturidade é algo que nos ajuda a relacionar mais facilmente com as emoções (as nossas e as dos outros). Tornámo-nos mais sábios e prudentes. Adquirimos o poder de gerir melhor as nossas emoções. E essa é uma das vantagens do envelhecimento. As emoções podem continuar a ser jovens e variadas. Mas a forma como as sentimos e controlamos pode dar-nos uma qualidade de vida melhor, mais sadia e tranquila.

A emotividade é uma das características mais evidentes da espécie humana. O exercício de viver inclui uma ampla gama de estados emocionais que é única em todo o reino animal pela sua variedade, intensidade, extensão, profundidade, variabilidade e amplitude.

As emoções afectam toda a nossa vida: os pensamentos, os sonhos, as relações humanas, as decisões, as escolhas, etc. Invadem-nos a alma, o intelecto, o corpo. Atiçam a imaginação. Servem de tema e energia aos sonhos. Estão presentes em todas as formas de arte (na literatura, no cinema, no teatro, na dança, etc.). Na verdade, a vida humana sem as emoções seria excessivamente racional, mecânica, fria e descolorida.

A sabedoria evolutiva
Recentes estudos levam a acreditar que as emoções podem não estar tão distantes do pensamento e do intelecto como antigamente se pensava. Elas parecem ser produto de uma “sabedoria evolutiva” e revelam algum tipo de inteligência adicionado.

Primariamente, podemos admitir como seguro que as emoções têm um papel decisivo na sobrevivência. Um bom exemplo disso é a emoção do medo que permite que as pessoas sejam mais prudentes e corram menos riscos. Esta emoção protege-nos de nos lançarmos em acções que podiam fazer perigar a nossa vida. Com o medo aprendemos a perceber os limites.

Depois, vem uma outra função para as emoções: a social. Através das emoções somos mais capazes de estabelecer relações afectivas, cordiais e construtivas com os outros e daí resultarem benefícios para todos (cooperação, partilha, ajuda, etc.).

Através destes exemplos podemos concluir que as emoções existem nos seres humanos (e noutros animais) há muito tempo, executam tarefas de defesa, protecção e ajuda visando, afinal, a sobrevivência. A sua origem e a sua finalidade central são, por conseguinte, biológicas mas com um tremendo impacto nas restantes actividades mentais.

As emoções primárias
Isso explica porque as emoções acontecem, numa primeira fase, em níveis não conscientes. Elas são accionadas por processos de percepção rapidíssimos que apreendem as situações através de um sistema neurológico complexo e ditam as respostas necessárias adequadas a cada situação. Por isso é que primeiro sentimos as emoções e depois pensamos sobre as suas causas e sensações provocadas.

Esse é o papel sobretudo das chamadas emoções primárias, básicas ou primitivas, pois estão também presentes em outros animais. Mas existem, no ser humano, emoções mais complexas (na verdade, parecendo ser uma mistura de emoções) que são provocadas por situações de natureza mais social. É o caso da vergonha. É uma das quatro emoções que estão ligadas à nossa auto-consciência (isto é, a consciência de quem somos). As outras três são o acanhamento, o orgulho e a altivez.

A vergonha é reconhecida como a emoção da inferioridade e tem um problema. Segundo diz Annie Emaux “o pior da vergonha é que quem a sente julga ser o único a tê-la” numa dada situação. É uma experiência muito pessoal e íntima, que arremete contra a nossa auto-confiança.

Constantes experiências de vergonha na nossa vida podem destruir a auto-estima, tornar-nos tímidos e, por fim, empurrar-nos para comportamentos inibitórios (que nos inibem) e evitantes (fugas das situações).

Já o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), que também dedicou alguma da sua atenção ao estudo das emoções, escreveu que “as emoções são todos aqueles sentimentos que mudam as pessoas de forma a afectar os seus julgamentos” e têm a ver ou com a dor ou com o prazer. E exemplificou: “Quando as pessoas se sentem amistosas e afáveis pensam um tipo de coisa; quando se sentem iradas e hostis, pensam em outra coisa completamente diferente, ou a mesma coisa com uma intensidade diferente”.

É curioso que apesar da distância no tempo (mais de 2 mil anos), alguns elementos que Aristóteles referiu sobre as emoções mantêm-se actuais. Disse ele:

1.As emoções estão ligadas ao pensamento;

2.Elas podem ser agradáveis ou desagradáveis;

3.Incitam à acção;

4.Baseiam-se nas avaliações que fazemos das situações.

Já Santo Agostinho (1548-1600 d.C.) associou as emoções à sensibilidade do espírito humano, frisando o seu carácter activo e responsável: “todos os movimentos da alma não são mais do que vontade”.

E interrogava-se: “O que é o medo e a tristeza senão vontade que repudia coisas não desejadas? Segundo a diversidade das coisas desejadas e evitadas, a vontade humana, ao permanecer atraído por elas ou ao rejeitá-las, transforma-se nesta ou naquela emoção”.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL MATA 16 MIL POR ANO EM PORTUGAL


fonte: Mundo Sénior

Falta de força num braço, uma distorção lateral da boca e dificuldade em falar são sinais que não devem ser ignorados pois há a possibilidade de ocorrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Perante estes sintomas, o doente deve ser transportado com urgência para o hospital. “Em caso de suspeita de AVC, o mais eficaz é contactar o 112 e o doente será orientado para o hospital mais próximo que disponha do tratamento adequado.

Os médicos são avisados para estarem à espera e agilizarem os procedimentos intra-hospitalares”, explicou ao CM Carla Ferreira, da Sociedade Portuguesa de AVC. Anualmente, em Portugal morrem cerca de 160 doentes vítimas de AVC por cada 100 000 habitantes, “o que corresponde a duas mortes por hora, aproximadamente”, refere a especialista. Os idosos e os doentes hipertensos, fumadores, diabéticos, obesos, com colesterol elevado, arritmias cardíacas e com consumo de álcool em excesso são os principais grupos de risco.

O AVC tem “consequências neurológicas e físicas” que obrigam a um processo de reabilitação específico. “Mais de metade dos doentes que sofre um AVC e sobrevive fica dependente de terceiros para os seus cuidados de vida diária”, afirma Carla Ferreira. Nas clínicas e instituições de reabilitação existem programas elaborados por especialistas e executados por técnicos de reabilitação adaptados a cada doente.

O processo de recuperação continua em casa, assumindo os familiares e os amigos o papel de “médicos”. Para a neurologista é “fundamental não deixar os doentes acamados. Devem ser mobilizados frequentemente, incentivados a tirarem partido do que conseguem fazer, bem como estimulados intelectualmente”. A prevenção do AVC é possível e consiste na alteração dos hábitos e comportamentos individuais. O sedentarismo, a obesidade e o estilo de vida pouco saudável são inimigos do coração. A alimentação saudável, rica em legumes, frutas e cereais integrais com pouco sal, gorduras e açúcares, associada à prática regular de exercício físico, é o ponto de partida para prevenir as doenças cardiovasculares.

IDOSOS DE BABE JÁ NÃO PRECISAM DE SE DESLOCAR À CIDADE PARA AVIAR RECEITAS

fonte: Mundo Sénior

A aldeia de Babe, no concelho de Bragança, nunca teve farmácia, mas a partir de agora a sua população, principalmente os idosos, já pode aviar receitas sem se deslocar ou ter de pedir um favor a alguém, noticia a RTP/Lusa.

A junta de freguesia celebrou um protocolo com uma farmácia de Bragança que vai permitir à população local obter os medicamentos no mesmo dia em que é passada a receita sem terem de sair da aldeia. No dia em que a médica vai a Babe, uma vez por mês, a junta de freguesia envia os receituários por fax e e-mail para a farmácia, que no final da tarde vai à aldeia entregar as receitas devidamente aviadas.

FALTAM APOIOS PARA IDOSOS QUANDO TÊM ALTA HOSPITALAR

O presidente da Associação Portuguesa de Enfermagem Gerontogeriátrica (APEG) considera que faltam apoios às famílias quando os idosos têm alta hospitalar após internamento e defende que a ajuda passa sobretudo por visitas ao domicílio, noticia a Lusa/Público.

O responsável admite já existirem “algumas soluções, nomeadamente ao nível da rede nacional de cuidados continuados integrados”, mas afirma que essas soluções “ainda estão muito no início”. “Com esta reflexão (nas jornadas) o principal objectivo é perceber, principalmente a nível dos cuidados de enfermagem, o que se pode fazer para ajudar a colmatar as necessidades das pessoas”, diz.

Essa ajuda passa, sobretudo, pelas visitas de apoio ao domicílio, uma área que ainda precisa de maior “desenvolvimento”. Nuno Lucas também sugere que as soluções passem por parcerias entre instituições sem fins lucrativos e o Ministério da Saúde e que possam “complementar as respostas actuais”.

Outra das “grandes preocupações” desta associação é a “família” e que os projectos a englobem, já que muitas vezes quando os familiares recebem um idoso dependente “não sabem muito bem lidar com a nova situação”. “Por isso, uma das principais funções do enfermeiro poderá ser ajudar os familiares a adaptar-se: a saber quais as alterações que vão surgir e o que podem aprender de novo para terem qualidade de vida”, refere. “A qualidade de vida de toda a família é afectada quando se tem um idoso dependente”, lembra.

Conselho de Ministros aprova novo Pacote do Medicamento

1- As razões
No último Relatório e Contas do SNS constata-se que a despesa com Medicamentos tem um peso significativo na despesa total em saúde, por comparação aos restantes países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

No conjunto dos países da União Europeia, Portugal é o país que apresenta a segunda maior taxa de despesa com medicamentos.

Em 2009 a factura do SNS com comparticipações em medicamentos ascendeu a mil quinhentos e oitenta e seis milhões de euros.

Tratou-se de um crescimento de 6,3% face ao ano anterior.

Este crescimento é tanto mais preocupante quanto se sabe que o mercado total de medicamentos em farmácias de venda ao público diminuiu 0,9% em valor e cresceu apenas 1,4% em volume.

Por outro lado, constata-se uma evolução muito positiva no mercado de genéricos, havendo motivos para crer que existe ainda um forte potencial de crescimento.

De facto, a quota de mercado dos genéricos atingiu em Janeiro último os 19,4% em valor e 17,35% em número de embalagens.

Em quantidade, os genéricos aumentaram cerca de 20% ao ano, nos últimos 4 anos.

No entanto, no mercado potencial de genéricos estes representam apenas uma quota de 32,72%.

Esta quota de mercado justifica-se porque se há grupos homogéneos com um número demasiado elevado de genéricos, noutros não existem, pura e simplesmente, genéricos. É fundamental inverter esta tendência.
Estas circunstâncias, e o facto de coexistirem no ordenamento jurídico uma série de normas que lançam sinais contraditórios ao mercado de medicamentos, bem como a necessidade de racionalizar a despesa pública, exigem que se estabeleça um novo quadro de medidas, que passo a enunciar:

2- As medidas
1.ª medida: Para os pensionistas do regime especial - cujo rendimento não exceda 14 vezes o valor do indexante dos apoios sociais -, a comparticipação do Estado passa a ser de 100% para os medicamentos cujos preços de venda ao público correspondam a um dos cinco preços mais baixos do grupo homogéneo em que se inserem, desde que iguais ou inferiores ao preço de referência desse grupo.
Esta medida permite manter o acesso gratuito das pessoas mais carenciadas aos medicamentos. Simultaneamente, o SNS gasta menos 30 milhões de euros.
O Estado não pode, nem deve, pagar 30% ou 40% por um medicamento, quando existe outro no mercado com o mesmo efeito, a mesma qualidade e maior benefício para o cidadão, uma vez que é mais barato.

2.ª medida: O preço dos novos medicamentos genéricos a comparticipar terá de ser inferior em 5% relativamente ao do medicamento genérico de preço mais baixo comercializado.
Esta medida obriga a uma redução do preço dos genéricos que queiram entrar no mercado.
Por outro lado, é uma medida que estimula a entrada de genéricos em grupos de medicamentos onde hoje não existem genéricos.

3.ª medida: É introduzido o conceito comparticipação de referência para os medicamentos.
A partir de agora, a comparticipação passa a ser um valor absoluto e não uma percentagem do valor do medicamento.
Ou seja, a comparticipação é definida à partida tendo por base a aplicação da taxa de comparticipação ao respectivo preço de referência, independentemente do preço concreto do medicamento.
Esta medida incentiva fortemente a redução de preços, podendo mesmo ter como resultado medicamentos gratuitos para os utentes.

4.ª medida: As regras de actualização anual do preço dos medicamentos passam a aplicar-se à generalidade dos medicamentos, terminando o congelamento em relação aos preços de valor inferior a 15 euros.

5.ª medida: O preço de referência dos medicamentos é actualizado. Esta actualização decorre da redução de 30% do preço dos genéricos.

6.ª medida: É eliminada a majoração de 20% do preço de referência para o regime especial.
Isto é, acaba o incentivo ao consumo de medicamentos mais caros, garantindo o acesso aos medicamentos mais baratos, mas de não menor qualidade.

3 - Conclusão
A política do medicamento ganha um impulso muito importante com a aprovação deste diploma.
O acesso ao medicamento melhora, porque o custo do medicamento para as pessoas baixa, mantendo-se a garantia da sua qualidade.

Baixa porque se criam condições para promover a venda de medicamentos de qualidade e mais baratos.
Baixa porque o regime de comparticipação possibilita que o medicamento se torne gratuito para o cidadão, porque totalmente coberto pela comparticipação.

O SNS reduz a sua factura com o medicamento. Poderá reduzir até 80 milhões de euros.

Mas esta redução não é feita, nem à custa da qualidade, nem por via da transferência de custos para o utente.

Espanha tem das melhores redes de idosos da Europa

fonte: Jornal Mundo Sénior

Espanha contava, em 1996, com um total de 5.964 organizações de idosos inscritas no Registo de Associações. Eduardo Rodriguez-Rovira, antigo presidente da Confederação Espanhola de Organizações de Seniores, explica que 73% do capital destas entidades resulta de subsídios do Estado e que a maioria destas Associações não cobra quotas, ou cobra valores simbólicos, aos seus associados.

Estas entidades têm como grandes objectivos acabar com os factores de exclusão ou de discriminação dos idosos, incentivar a adesão deste estrato social a actividades de diversos âmbitos e garantir a sua participação nas tomadas de decisões.

O tipo de associativismo mais requisitado entre os idosos é o instrumental pois responde a necessidades mais imediatas, como é o caso do apoio domiciliário

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