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Unidade de Cuidados na Comunidade em funcionamento


Já está em funcionamento a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Nisa, uma unidade funcional do Centro de Saúde que visa prestar “apoio psicológico e social de âmbito domiciliário e comunitário, essencialmente a pessoas, famílias e grupos mais vulneráveis em situação de maior risco ou dependência física e funcional ou doença”. Com uma equipa multidisciplinar composta por 15 profissionais, a UCC de Nisa foi inaugurada a 8 de Fevereiro e a sua área de intervenção abrange todo o concelho.

As Unidades de Cuidados na Comunidade foram criadas no âmbito da reorganização dos Cuidados de Saúde Primários, sendo concebidas como unidades funcionais dos Centros de Saúde ou Agrupamentos de Centro de Saúde que asseguram respostas integradas, articuladas, diferenciadas e de grande proximidade às necessidades de cuidados de saúde e sociais.

De acordo com o enfermeiro Parreira Dinis, que coordena a UCC de Nisa, o principal objectivo é prestar “cuidados de saúde de apoio psicológico e social de âmbito domiciliário e comunitário, essencialmente a pessoas, famílias e grupos mais vulneráveis, em situação de maior risco ou dependência física e funcional ou doença, que requeira acompanhamento próximo e actua na educação para a saúde, na integração em redes de apoio à família e na implementação de unidades móveis de intervenção”.

Para tal, a UCC de Nisa conta com uma equipa multidisciplinar constituída por 15 profissionais na área da saúde, concretamente cinco enfermeiros, três assistentes operacionais (entre os quais um motorista da Unidade Móvel), uma psicóloga clínica, um médico de Medicina Familiar, uma fisioterapeuta, uma técnica do Serviço Oral, um dietista, um higienista oral e uma assistente técnica.


QUATRO ÁREAS DE INTERVENÇÃO

A carteira de serviços da UCC de Nisa tem nas suas linhas de acção quatro áreas principais de intervenção.

Uma dessas áreas visa a actuação em parceria, ao nível da saúde, em projectos de intervenção comunitária a pessoas e famílias de maior vulnerabilidade e risco, como a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, a Equipa de Intervenção Precoce ou junto dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção.

Por outro lado, procura implementar Programas de Saúde Escolar, estando a ser equacionada com o Agrupamento de Escolas de Nisa a criação de sessões de esclarecimento semanais junto da população escolar.

No âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, a UCC de Nisa implementa ainda Equipas de Cuidados Continuados Integrados, centradas na intervenção domiciliária a pessoas dependentes e respectivas famílias ou cuidadores. Estas equipas multidisciplinares vão inicialmente prestar apoio domiciliário a oito doentes acamados, estando previsto o alargamento a mais utentes à medida que a UCC se implementa no terreno, esclareceu o enfermeiro Parreira Dinis.

Por fim, cabe ainda à UCC de Nisa a manutenção das visitas domiciliárias tradicionais, dirigidas à população que precisa de tratamentos e curativos e não se pode deslocar ao Centro de Saúde ou respectivas extensões.

Localizada no primeiro piso do Centro de Saúde de Nisa, a UCC funciona entre as 8h e as 20h nos dias úteis e das 9h às 17h nos fins-de-semana. A referenciação dos utentes que podem beneficiar dos seus serviços será feita preferencialmente pelos diversos profissionais de saúde, mas qualquer pessoa (familiar, cuidador ou amigo) pode dirigir-se ao Centro de Saúde e dar conhecimento ou pedir o seu apoio.

A UCC de Nisa foi inaugurada no dia 8 de Fevereiro, numa cerimónia que validou o plano de acção e em que foi assinada a carta de compromisso assistencial, contando com a presença de diversas entidades, nomeadamente, a presidente do Conselho Directivo da Administração de Saúde do Alentejo, Rosa de Matos, o presidente da administração da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), António Guerreiro, e a presidente da Câmara Municipal de Nisa, Gabriela Tsukamoto.

Para além de Nisa, entre 7 e 8 de Fevereiro foram inauguradas no distrito de Portalegre outras seis UCC, completando assim a cobertura destas unidades ao nível da ULSNA.

CUIDADORES INFORMAIS PRECISAM DE ACOMPANHAMENTO


fonte: Mundo Sénior

Actualmente, existem cerca de 90 mil pessoas com esta demência a cuidado das famílias.

A maioria das pessoas que sofrem de Alzheimer está em casa, ao cuidado dos seus familiares, muitas vezes também idosos e doentes, e sem apoio de retaguarda. Actualmente, existem cerca de 90 mil pessoas com esta demência a cuidado das famílias, número que deverá duplicar em 2040. O desespero leva muitas pessoas, que não aguentam a sobrecarga, a querer desistir e até a verbalizar que vão por termo à vida. Mas casos levados ao extremo não são conhecidos da Associação Alzheimer de Portugal. “Caem em depressão profunda porque não sabem lidar com isto, que é muito assustador”, disse ao DN Marisa Mendes, assistente social da associação. Cuidar dos cuidadores é uma questão essencial, sublinha a assistente social, que diariamente lida com o desespero das famílias.

“A demência não afecta só os doentes, mas pode arrasar uma família, tal é o desgaste físico e emocional. Se os cuidadores não estiverem bem, ninguém pode cuidar”, afirma. Por isso, defende o seu acompanhamento e formação, seja em consultas de psicologia, grupos de acompanhamento ou entreajuda, serviços já disponibilizados na associação. “Perceber que os problemas não são só seus, e identificar-se com outros ajuda a gerir a situação”, acrescenta. A Associação Alzheimer de Portugal alerta também que não é fácil encontrar soluções para as famílias que não têm capacidade para ficar com os doentes em casa. Muitos lares não aceitam estes doentes porque exigem cuidados específicos e supervisão e muitas famílias não têm dinheiro para pagar os lares mais caros. Por outro lado, a rede de cuidados continuados do Estado ainda não tem unidades direccionadas para pessoas com demências, embora já tenha sido reconhecida essa necessidade.

Apoio Domiciliário: Portugal tem maior peso de cuidadores informais

fonte: Lusa

Portugal tem um maior peso de cuidadores informais em relação a países como a Bélgica, Espanha e Itália, o que permite que mais de metade dos inquiridos num estudo da Deco sobre cuidados ao domicílio permaneça nas suas casas.

A associação de defesa do consumidor enviou, entre abril e junho de 2010, um questionário a uma amostra representativa das populações belga, espanhola, italiana e portuguesa com idades entre os 55 e os 79 anos. No total, foram 2.973 europeus inquiridos, 1.049 dos quais portugueses.

Segundo o estudo, que será publicado na revista Proteste de março, 82% dos entrevistados portugueses entre os 75 e os 84 anos teriam de ser internados num lar de idosos se não fosse o “apoio e carinho” dos cuidadores.

A maioria dos cuidadores informais, em Portugal, são mulheres, sobretudo filhas, mães ou cônjuges. Muitos aceitam a tarefa por falta de alternativa ou obrigação moral, mas esquecem-se de cuidar de si. Revelam ansiedade, falta de concentração, vontade frequente de chorar, revolta, cansaço, insónia, tonturas, dor no peito, falta de ar, cãibras, espasmos musculares, falta de apetite, náuseas e vómitos, descreve a Deco.

Os cuidadores lavam, passam a ferro, vão às compras, fazem companhia e transportam os idosos. “A satisfação com estes mimos é elevada, mas nem tudo são rosas. Cerca de 40% dos idosos com pouca ou nenhuma autonomia queixam-se de nunca terem recebido cuidados dos mais próximos”, refere o inquérito.

Os cuidados médicos e de enfermagem lideram as necessidades de um quarto dos entrevistados portugueses. Um número semelhante recorreu a uma empregada doméstica. Estes três tipos de apoio são os que mais agradam, com dois terços dos inquiridos a mostrarem-se satisfeitos. Os serviços de emergência médica e os centros de dia reúnem a satisfação de metade dos entrevistados.

Para 72% dos inquiridos, o recurso a ajudas teve impacto no orçamento familiar, mas consideram que “é uma despesa imprescindível”.

A maioria dos que solicitaram cuidados de saúde tem mais de 65 anos. Trata-se sobretudo de pessoas com dificuldades financeiras ou um “orçamento à medida do mês”.

Depois de pedir o serviço, seja no público ou privado, o mais frequente é consegui-lo em menos de um mês, mas houve quem esperasse o quádruplo do tempo.

Na maioria das vezes, os cuidados de enfermagem foram prestados pelo Serviço Nacional de Saúde (60%) ou por um profissional independente (16%). A assistência médica reparte os números de forma diferente: 52% para os privados, 39% para o Estado e nove por cento para as instituições particulares de solidariedade social.

Em quase metade das situações, os serviços são contínuos. Os enfermeiros deslocaram-se a casa praticamente todos os dias, enquanto nos médicos, o mais comum foi uma visita mensal ou com periodicidade ainda menor (74%).

Os profissionais de saúde são avaliados como competentes e recetivos para ouvir os problemas, com o serviço público a par dos privados.

Quase todos os doentes assistidos por um enfermeiro ou médico do SNS ficaram isentos de custos. Os que usufruíram de serviços privados também indicaram casos em que não tiveram de pagar, talvez por estarem cobertos por um seguro.

Quem teve de custear estes serviços, em metade dos casos, desembolsou pelo menos 100 euros por mês, mas houve quem referisse 500 euros mensais.

Apoio domiciliário com maior procura

fonte: expressodasnove.pt

Seguindo uma filosofia de conforto e flexibilidade - de preços e horários - as empresas de serviços ao domicílio ajustam-se a uma sociedade com necessidades específicas. Numa época em que o ritmo do quotidiano é cada vez mais acelerado, e as exigências maiores, começam a aparecer em S. Miguel, empresas de serviços ao domicílio. Babysitting, cuidar de idosos ou as já tão conhecidas limpezas domésticas são alguns dos serviços que fazem parte do pacote de oferta deste recente nicho de mercado.

Sob a premissa de facilitar o trabalho do dia-a-dia aos que destes serviços usufruem, o serviço ao domicílio revela-se uma alternativa às creches, ATL's ou lares de idosos cujas listas de espera obrigam, por vezes, o cidadão comum a desbravar novos caminhos.

A Cuidar Açor Lda. nasceu em Janeiro do ano passado e segundo o sócio gerente, tem tido "uma boa adesão por parte dos açorianos". Quando questionado acerca das razões que motivam o aparecimento deste tipo de serviços, José Paulo Fernandes - que também é enfermeiro - evoca o exemplo dos mais velhos e menciona o conforto que só os seus próprios lares lhe podem proporcionar. "Desde sempre, que os nossos seniores preferem estar no seio do seu lar e da sua família" e a procura é efectivamente maior por parte desta faixa etária no que toca a cuidados ao domicilio, embora "possamos prestar igualmente cuidados a crianças e mães jovens, tirando partido dos serviços prestados por profissionais qualificados".


Mas será esta uma alternativa viável às típicas creches e lares de idosos? Paulo Ferreira põe a questão de outra forma. "Penso que de típico os lares não terão muito. São mais uma 'moda', e muitas vezes, uma forma de desresponsabilização dos familiares mais próximos", remata e salienta a importância deste tipo de serviços pelos valores que representam e pela flexibilidade por que são conhecidos. "Oferecemos todo o tipo de serviços que sejam necessários prestar a quem estiver dependente ou não, em casa."

Estes serviços estão disponíveis a qualquer hora do dia, em qualquer dia da semana e os funcionários são profissionais qualificados que têm por base uma formação constante e actualizada. Após os primeiros contactos entre os profissionais e os visados no apoio, o sócio da empresa garante que se estabelece uma perfeita harmonia, confiança e uma relação de interdependência entre os visados no processo de cuidar e ser cuidado.

A combinação por muitos percepcionada como ideal entre o apoio pessoal, por vezes a simples companhia, a assistência médica e o não sair de casa leva - uma vez ultrapassada a reserva inicial -, a uma adesão cada vez maior por parte dos açorianos. "Proporcionamos aos nossos clientes o máximo de bem-estar bio-psico-social", refere e adianta que têm como objectivo garantir o "bem-estar e tranquilidade à população açoriana".

Preços variam conforme os cuidados
As empresas que fornecem serviços ao domicílio têm vários factores de atracção que levam cada vez mais açorianos a procurar e recorrer a esta inovadora forma de receber cuidados sem sair de casa. "Estes serviços são praticados por enfermeiros, auxiliares de acção médica ou pessoas com formação em geriatria", afirma José Fernandes. O cuidado e assistência, ainda segundo o sócio gerente, não têm limites nem se cingem a certas etapas da vida de quem é cuidado, pois " prestamos cuidados de Enfermagem em todas as valências, desde o nascimento à morte". Os preços, estes variam de acordo com o serviço solicitado e com o número de horas, mas "e só após uma situação concreta e de preferência após uma avaliação personalizada, será atribuído um valor aos cuidados a serem prestados", finaliza José Fernandes.

Apoio domiciliário para acabar com macas nos corredores do Hospital



O apoio domiciliário é a melhor forma de acabar com o "caos" de corredores cheios de macas no Hospital de Faro, defendeu o presidente da Câmara de Alcoutim, Francisco Amaral, médico de profissão.

Francisco Amaral considerou à Lusa que "nos próximos anos não vai haver novo Hospital Central do Algarve", prometido há vários anos e cujo concurso foi lançado ao abrigo das Parcerias Publico Privadas, que o Governo PS e o PSD acordaram rever para aprovação do último Orçamento do Estado, e "a solução para o famigerado Hospital de Faro passa por um apoio domiciliário".

Questionado pela Lusa, o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, Rui Lourenço, disse que a região tem a melhor percentagem do país nos cuidados continuados domiciliários e negou que o Hospital Central do Algarve não vá avançar, precisando que "o processo negocial para escolha de um concorrente termina dia 14 e a 01 de março será apresentada uma proposta final".

Por seu lado, o autarca de Alcoutim insiste que a solução para "a fotografia que acontece no Hospital de Faro e em muitos outros, com os corredores das enfermarias e urgências cheias de macas e camas, passa por um bom apoio domiciliário, bem articulado, entre a Saúde, a Segurança Social, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e as autarquias".

Amaral lembrou que a autarquia foi "pioneira nas unidades móveis de saúde" que percorrem o concelho a prestar cuidados à população, maioritariamente envelhecida devido à desertificação, e revelou que está "a intensificar o apoio domiciliário".

"No caso particular de Alcoutim já estamos a tomar medidas nesse sentido, já está a haver um bom apoio domiciliário em termos de IPSS e de Saúde. Está a funcionar muito bem e estou convencido que, se nos outros concelhos funcionar assim, vamos tirar muitas camas dos hospitais", acrescentou.

O presidente da câmara algarvia afirmou ainda que, "se tiverem bons apoios, as famílias com idosos doentes conseguem tê-los em casa".

O presidente da ARS Algarve explicou que a oferta de cuidados continuados domiciliários integrados faz parte da Rede Nacional e se completa com camas de convalescença, média duração e longa duração, e há desde finais de 2009 "28 equipas, sendo a região do país com maior oferta".

Rui Lourenço enumerou que o apoio domiciliário representa "56 por cento do total" e as 28 equipas "atendem diariamente cerca de 1300/1500 pessoas", estando distribuídas por toda a região.

"O aumento do número equipas para além das 28 estará dependente da capacidade orçamental do país e da dotação desta ARS", acrescentou.

"A redução do número de doentes que inadequadamente estão internados nos Hospitais depende também das outras ofertas da Rede", concluiu, referindo-se às 317 camas de internamento existente no Algarve, oferta que terá "mais 60 camas em funcionamento durante fevereiro" e "mais 260 em várias fases de construção".

Teleassistência para idosos

A autarquia de Alcobaça vai disponibilizar mais duas pulseiras com telealarme a munícipes com mais de 65 anos.

A iniciativa faz parte do projecto «Perto de uma Voz Amiga», que desde 2008 visa melhorar a assistência, a qualidade de vida, saúde, segurança e auto-estima dos idosos mais vulneráveis e dependentes, por motivos de fragilidade ou isolamento.

O serviço, assente num sistema de telecomunicações instalado gratuitamente pela Câmara Municipal de Alcobaça, comporta ainda a deslocação regular de uma equipa de voluntários ao domicílio dos utentes.

A teleassistência integra uma central com atendimento permanente, um telefone especial colocado no domicílio do utente e um medalhão com botão de alarme incorporado.

O Enfermeiro de Família nos Açores


O enfermeiro de família é um profissional que vai ajudar a construir melhores respostas de saúde na comunidade. É uma pessoa que se quer presente e próxima das famílias que segue.

São cerca de 400 mil os portugueses sem médico de família. Apesar de elevado, o número baixou nos últimos quatro anos, com a introdução das Unidades de Saúde Familiar no Continente e com o Enfermeiro de família, nos Açores.

Começando por explicar o que é, no final de contas, o Enfermeiro de família, Miguel Correia diz que "o que se pretende é que seja um enfermeiro responsável por uma família, prestando a todos os familiares os cuidados de enfermagem que vierem a necessitar. O enfermeiro de família será por isso bastante próximo das pessoas, sinalizando-as para cuidados médicos, cuidados domiciliários, cuidados de reabilitação ou ainda para apoios sociais. Neste sentido, será um projecto, pioneiro a nível nacional".

O projecto do enfermeiro de família foi desenvolvido em cooperação com a Ordem dos Enfermeiros e vai permitir a presença regular de um profissional de saúde junto das famílias açorianas. Neste momento, decorre desde o dia um de Outubro de 2010, a experiência no Centro de Saúde de Vila Franca do Campo, de modo a consolidar as suas competências e a sua operacionalidade.

O enfermeiro de família, segundo as palavras do secretário regional, poderá vir a ser a primeira pessoa a quem se contacta quando se tem um problema de saúde. "Se concluirmos que o enfermeiro de família se tornou indispensável às pessoas de Vila Franca, tal como se espera, então todos os açorianos deverão ter o seu Enfermeiro de Família. É essa a nossa vontade, mas obviamente impõe-se uma análise custo/benefício", explica.

Miguel Correia define a função do enfermeiro de família como "acompanhar o crescimento, as mudanças e as dinâmicas que surgem ao nível da saúde nas famílias, acompanhando todos os seus membros: as crianças, os jovens, os adultos ou os avós. Todos têm necessidades específicas e o enfermeiro de família deverá ser sensível a todas elas", referindo ainda que o enfermeiro de família poderá deslocar-se a casa ou dar consultas nos Centros de Saúde. "As visitações domiciliárias feitas pelos enfermeiros de família farão parte do plano de actividades de cada enfermeiro e constituirão momentos privilegiados para avaliação da saúde familiar, dos recursos intra-familiares ou das respostas adaptativas aos problemas, promovendo sempre a autonomia das pessoas e a permanência no seu domicílio.

Quando necessário, em situações, que se prendem, sobretudo com recursos materiais imprescindíveis a algumas consultas, como por exemplo auscultação materno/fetal, essas consultas serão feitas nos centros de saúde".

Em conclusão, Miguel Correia, explicou ainda que "a organização Mundial de Saúde preconiza que cada enfermeiro deverá ter à sua responsabilidade 300 famílias. A Ordem dos Enfermeiros, por sua vez, refere que o número de famílias por enfermeiro não deve exceder as 400". Contudo, "na experiência que decorre em Vila Franca, o rácio está em cerca de 350 famílias por enfermeiro, que se considerou o número adequado, tendo em conta as características da nossa população".

A identificação de comportamentos de risco no seio familiar, o auxílio na escolha de opções saudáveis e o apoio para enfrentar doenças crónicas ou deficiências são algumas das actividades a desenvolver por estes profissionais.

Portugueses vão ter dados clínicos informatizados em 2012

Dentro de dois anos os portugueses deverão ter os seus dados clínicos disponíveis num sistema informático acessível a qualquer profissional de saúde público ou privado, disse à Lusa o coordenador do projecto.

"O que está apontado é que até final de 2012 consigamos ter um conjunto de dados mínimo para cada doente. Algo como os diagnósticos, prescrição, alergias e vacinas, por exemplo", declarou à agência Lusa o coordenador nacional do Registo de Saúde Electrónico, Luís Campos, cuja nomeação foi hoje publicada em Diário da República.

O Registo de Saúde Electrónico pretende ser um serviço informático que terá a informação de saúde essencial de cada cidadão, tornando-a acessível sempre que seja necessário.

Para Luís Campos, este é um investimento "útil" nesta fase da economia portuguesa porque contribui para reduzir a despesa dos serviços de saúde e estimula o sector das empresas dos sistemas de informação.

Além de aproveitar a informatização já feita nos serviços de saúde, o projecto vai permitir, por exemplo, evitar a repetição desnecessária de exames médicos.
Terá ainda, refere Luís Campos, "um enorme impacto na continuidade e melhoria dos cuidados e da segurança dos doentes".

"Uma das grandes vantagens deste projecto é que é nacional e diz respeito a cada um dos 10 milhões de portugueses, independentemente se são tratados no Serviço Nacional de Saúde ou nos privados", adianta o coordenador.

Numa primeira fase, até final de 2012, pretende conseguir-se dar acesso a um conjunto mínimo de dados sobre cada cidadão, mas o projecto vai expandir-se até 2015 e será necessário lançar concursos públicos para a criação de uma plataforma tecnológica.

A confidencialidade e segurança dos dados são preocupações centrais deste projecto, diz Luís Campos, que conta com o apoio da Comissão Nacional de Protecção de Dados.

"Terá um impacto muito positivo ao nível da garantia de confidencialidade de dados e possibilidade de níveis de acesso conforme o perfil de cada profissional", salienta.

Neste momento isso não acontece: "os processos clínicos andam nos hospitais e há muita gente que tem acesso, sem diferenciação", justifica.

Preço de atestados médicos especiais dispara

O Governo justifica os valores dizendo que as taxas não foram atualizadas desde 1968, “tornando-se agora necessário proceder ao seu ajustamento, considerando o aumento dos custos associados e a inflação verificada".

Os atestados médicos passam de 90 cêntimos para 20, os atestados para apresentar numa junta médica custam agora 50 euros e um "atestado em junta médica de recurso" passa a ter o preço de 100 euros.

Este tipo de atestados médicos são necessários, por exemplo, para renovação da carta de condução no caso dos condutores de veículos pesados de passageiros ou mercadorias e não se tratam dos tradicionais atestados de "baixa médica".

Formação: Cuidados às pessoas idosas com diabetes


CHBA promove 2.ª edição da formação "Cuidados às pessoas idosas com diabetes" em Janeiro e Fevereiro.

O Núcleo de Diabetologia do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA) vai promover a 2.ª edição da formação dedicada aos “Cuidados às pessoas idosas com diabetes” nos meses de Janeiro e Fevereiro.

As inscrições são gratuitas, mas devem ser enviadas através de formulário próprio, disponível no site do centro hospitalar.

As acções vão ter lugar nos dias 7 e 28 de Janeiro e 4, 18 e 25 de Fevereiro de 2011, entre as 14 e as 18 horas, na sala de aula do Departamento de Formação do CHBA. A formação destina-se a cuidadores formais/ informais de pessoas idosas com diabetes.

O objectivo do Núcleo de Diabetologia do CHBA é disponibilizar um plano formativo capaz de proporcionar um conhecimento mais alargado sobre a diabetes, promovendo assim uma melhoria dos cuidados às pessoas com esta patologia.

No final do curso, pretende-se que os formandos sejam capazes de:

•Relacionar os diferentes aspectos no tratamento da diabetes – alimentação, exercício físico, insulinoterapia e autocontrolo;
•Demonstrar a técnica de administração de insulina;
•Utilizar os conhecimentos sobre a autovigilância e o auto-controlo;
•Identificar e tratar hipoglicémias;
•Prestar cuidados preventivos aos pés.
A diabetes mellitus é uma doença em rápida expansão e constitui um grave problema de saúde pública, sendo a principal causa de insuficiência renal, cegueira e amputações não traumáticas, bem como um grande factor da morbilidade em Portugal. Actualmente, mais de um milhão de portugueses sofre desta doença.

21 mil pessoas sem médico de família

fonte: Correio da Manhã

Seixal: População entregou 40 livros de reclamações no ministério

A Comissão de Utentes da Saúde da Freguesia de Corroios, Seixal, entregou ontem no Ministério da Saúde 40 Livros de Reclamações, com 1000 protestos de utentes descontentes com a falta de condições do centro de saúde local. A população reclama a construção de uma nova unidade. Os livros foram também entregues na Assembleia da República em CD.

Edite Rosa, 52 anos, secretária de direcção, é uma das utentes do Centro de Saúde de Corroios, encerrado a 1 de Outubro de 2010 para obras de melhoramentos. "O centro de saúde não tem condições, não tem elevador nem plataforma elevatória. Os doentes e idosos têm grandes problemas em subir as escadas e, por vezes, os médicos têm de fazer as consultas no hall de entrada. Com o fecho do centro de saúde em Outubro somos obrigados a ir ao posto de saúde de Miratejo, o que implica que 21 500 utentes ficaram sem médico de família", explicou Edite Rosa, que integra a comissão de utentes.

Alfredo Monteiro, presidente da Câmara do Seixal, juntou-se à delegação da comissão de utentes que entregou os Livros de Reclamações. "A construção de um novo centro de saúde em Corroios está previsto há mais de dez anos e já foi anunciado pelo Governo. É uma irresponsabilidade da Administração Regional de Saúde em não avançar com o projecto que tanta falta faz à população", afirmou ao CM o autarca.

A comissão de utentes foi recebida pelo chefe de gabinete da ministra da Saúde, Ana Jorge, que deu como resposta que o novo centro de saúde vai ser construído. Porém, uma resposta definitiva só será dada na próxima semana. "Já estamos fartos de promessas", afirmou o utente João Madeira.

Fonte da autarquia afirma que "a falta de resposta dos cuidados de saúde é agravada pela falta de um novo hospital no Seixal". As propostas para o concurso foram apresentadas em Dezembro.

Centenas de idosos sem família

fonte: Correio da Manhã

Há centenas de idosos que, uma vez obtida alta hospitalar, esperam vários meses na cama de um hospital para que lhes seja encontrada um solução para viver. A espera resulta de abandono por ausência de família ou por falta de condições dos familiares para ter o idoso.

Só no Centro Hospitalar de Lisboa Central, entidade que integra os hospitais de São José, Capuchos e Santa Marta, foram registados no ano passado 245 doentes com alta protelada por motivos sociais.

Os doentes aguardam a reorganização do apoio familiar, ou, quando tal não é possível, são encaminhados para lares, referenciados para apoio domiciliário. O Centro Hospitalar de Lisboa Central regista um decréscimo dos doentes nestas circunstâncias: em 2009 houve 317 doentes e em 2008 foram registados 335 doentes, divulgou o gabinete de comunicação do centro hospitalar.

Também na Grande Lisboa, no Hospital Fernando Fonseca – que abrange doentes do concelhos de Sintra e Amadora –, havia, em Dezembro, 43 doentes adultos, na esmagadora maioria idosos, que permaneciam no hospital embora tivessem tido alta hospitalar. "São situações de utentes que vivem sozinhos e precisam de cuidados médicos, ou cujos familiares confessam não ter condições económicas para colocar o idoso num lar", revelou fonte do hospital.

No Hospital de Santarém, em 2010 registaram-se seis casos de doentes com alta em que houve dificuldade em estabelecer contacto com os familiares. No ano anterior, registaram--se quatro casos. Por sua vez, no Hospital Espírito Santo, em Évora, há neste momento registo de oito idosos sem solução para viver no exterior do hospital, e no Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, são cinco os casos.

Dois a três casos considerados pontuais foram, por sua vez, registados pelo Serviço Social dos Hospitais da Universidade de Coimbra, em 2010.


HOSPITAL SÃO JOÃO CONTROLA FAMÍLIA
O Hospital São João, no Porto, estabeleceu um sistema de triagem em que à entrada dos doentes idosos efectua um contacto estreito com a família a fim de evitar que, na hora de ter alta, o doente não seja confrontado com uma situação de abandono. Um método que tem produzido resultados na redução dos casos de doentes com alta protelada por motivos sociais, divulgou a Unidade de Acção Social deste hospital. O Hospital do Porto revela que 25% das 450 pessoas que entram diariamente nas Urgências têm mais de 65 anos. Também em Lisboa é elevado o número de idosos. O Curry Cabral é um dos exemplos, onde cerca de 10% das camas ocupadas estão preenchidas com idosos que integram os chamados casos sociais, que, embora tenham alta, não reúnem condições para viver fora do hospital.


MENSALIDADES ATINGEM OS 1200 EUROS EM LISBOA
Os casos mais frequentes de idosos que ocupam camas dos hospitais, embora tenham alta, são situações de pessoas que vivem sozinhas e após o internamento não reúnem condições para regressar ao domicílio, divulgou fonte do gabinete de comunicação dos Hospitais da Universidade de Coimbra. Em segundo lugar surgem os casos de idosos com familiares, mas cuja dependência, nomeadamente a alimentação com sonda ou a necessidade permanente de acompanhamento impede a família de os ter em casa. Com a prática de mensalidades pelos lares de cerca de 1200 euros na área da Grande Lisboa, muitas famílias recorrem ao apoio económico junto da acção social da Segurança Social. No serviço social do hospital Amadora-Sintra, em 2010, foram atendidos cerca de 3500 idosos.

Apoio Domiciliário a doentes com Cancro do Intestino


Uma parceria entre a Europacolon, o Ministério da Saúde e os Agrupamentos de Centros de Saúde da zona do Grande Porto permite apoio domiciliário a doentes com Cancro do Intestino. Esta iniciativa pioneira vai ajudar 50 doentes e 100 familiares.


“A ajuda vai chegar directamente a casa dos doentes com cancro do intestino e seus familiares. Vamos criar uma rede de apoio a estas pessoas”, diz Vítor Neves, Presidente da Associação de Luta Contra o Contra o Cancro do Intestino. O projecto-piloto arranca em três freguesias do Grande Porto – Campanhã, Ramalde e Paranhos – e vai assistir 50 doentes e 100 familiares por um período de seis meses.

A Europacolon disponibiliza uma equipa multidisciplinar de enfermeiros, médicos, psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas que dão apoio nos cuidados do dia-a-dia. “Queremos ajudar os doentes e suas famílias a lidarem com a sua nova realidade. É preciso identificar os problemas e criar estratégias de defesa. As reacções psicológicas dependem também da forma como se percepciona a doença”, diz Vítor Neves.

Estender a acção por todo o país

Três meses após a última visita domiciliária, a Europacolon pretende realizar uma reavaliação da qualidade de vida do doente e do cuidador através de questionários. A associação procura estender esta acção a todo o país.

Este cancro é um dos mais comuns diagnosticados e a terceira neoplasia maligna mais comum após a do pulmão e da mama. É uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo. Aproximadamente 80% dos doentes sobreviveram ao primeiro ano após o diagnóstico, e cerca de 62% sobrevive cinco ou mais anos

fonte: Portal de oncologia português

Apoio domiciliário ajuda idosos a evitar isolamento social

fonte: Região de Cister

Nos concelhos de Alcobaça e Nazaré são mais de três dezenas as instituições que prestam aquele serviço, instituído há pouco mais de uma década e que resulta de um acordo entre a Segurança Social e Instituições Particulares de Solidariedade Social ou empresas privadas.

António Piedade não precisa de ajuda para enumerar as pessoas que, diariamente, o auxiliam nas tarefas mais básicas, como preparar refeições ou tratar da limpeza da casa. “A Matilde, a Florinda, a Palmira, a Conceição, a Rosa, a Isabel e a Dulce” são funcionárias do serviço de apoio domiciliário da Misericórdia de Alfeizerão e deslocam-se ao Valado de Santa Quitéria para cuidar deste antigo agricultor, de 85 anos, que ficou só depois do falecimento da esposa. Os filhos estão emigrados nos Estados Unidos e no Canadá, mas ele ficou. E a família passou a ser quem lhe entra porta adentro, todos os dias, para dar uma mãozinha. Uns verdadeiros anjos da guarda.

“São pessoas de família. Devo-lhes muito. Sem eles, não sei como seria o meu dia-a-dia”, reconhece um das muitas centenas de idosos da região que recorrem ao apoio domiciliário para fazer face às dificuldades de quem se encaminha para os últimos anos de vida, vai perdendo faculdades, mas prefere ficar no seu meio ambiente, enfrentando o isolamento social.

A Misericórdia de Aljubarrota foi uma das primeiras a aderir ao apoio domiciliário. Possui uma equipa de 16 funcionários e presta auxílio a 85 utentes, embora o acordo com a Segurança Social apenas seja respeitante a 70 pessoas. “Começamos a trabalhar às 8 da manhã, com tarefas de higiene e vamos, pelo menos, três vezes por dia a casa do idoso, conforme a sua dependência”, relata o provedor José Carvalho, que admite que o valor de 250 euros cobrado aos utentes é “muito baixo” e não cobre os custos. “O nosso problema é o gasto em viaturas e gasóleo.

Temos sete viaturas na rua e fazemos uma área muito grande”, que vai a localidades como Moleanos, Aljubarrota, Boavista, Ganilhos, Chaqueda, Carrascal, “entre outras”, esclarece o dirigente de uma instituição que dispõe do Centro de Dia, onde os utentes podem conviver com amigos e conhecidos.

Em Alfeizerão, a Misericórdia local tem um acordo de cooperação para 42 utentes, mas presta serviço a mais 4 com uma equipa de quase uma dezena de colaboradores. Helena Neto, directora-técnica da instituição, explica que o recrutamento de pessoal para o serviço de apoio domiciliário requer “muita sensibilidade em termos pessoais”. “Faço sempre questão de alertar para o facto de que temos de estar preparados para tudo, porque os idosos podem, por vezes, ter atitudes que podemos considerar estranhas, mas são pessoas que já viveram muito e participaram na sociedade e têm de ser respeitadas”.

Valença: Unidade móvel de saúde passa a dar apoio domiciliário a doentes oncológicos e acamados

fonte: Correio do Minho

A Unidade Móvel de Saúde de Valença vai alargar os serviços que presta à população do concelho, passando também a dar apoio, no domicílio, aos doentes oncológicos e acamados, informou hoje a Câmara Municipal.

Em comunicado, a Câmara explica que este novo serviço consiste na visita dos profissionais de saúde à residência de doentes acamados ou com dificuldades locomotoras e no apoio a doentes oncológicos, facultando-lhes a medicação/próteses que até então só obtinham no Centro de Saúde.

Paralelamente, a unidade móvel terá ainda uma outra vertente, designada Educação da Saúde, que consiste em ensinar os familiares, que lidam no dia a dia com o doente, a detetarem alguma anomalia que possa surgir no decorrer da administração da medicação e prepará-los para qualquer imprevisto que po ssa surgir.

O objetivo é que esses familiares possam prestar ao doente o auxílio mais indicado, antes de chegarem ao domicílio os profissionais de saúde e socorro.

Cuidados Paliativos no Domicílio

Aleitamento materno com conselhos 24 horas por dia


Ana Seabra disse ontem que a Maternidade Bissaya Barreto (MBB) tem uma tradição de investimento no aleitamento materno.

A enfermeira falava aos jornalistas durante uma visita às instalações da Maternidade, no âmbito da Semana Mundial do Aleitamento Materno.

Procurou, pois, explicar os benefícios do aleitamento materno e recordou que em 2005 a MBB começou a investir de forma mais estruturada na candidatura a “Hospital Amigo dos Bebés”, tendo obtido a acreditação em Junho de 2007 e, após reavaliação, nova acreditação em Junho de 2009 atribuída pela UNICEF e Organização Mundial de Saúde (OMS).

O compromisso de trabalhar no sentido de dar cumprimento aos 10 passos para o sucesso do aleitamento materno por parte da MBB para com a UNICEF remonta a Maio de 1992.

Ajudar as mães a iniciar o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento, permitir que mães e bebés permaneçam juntos 24 horas por dia e dar de mamar sempre que o bebé queira são alguns dos 10 passos para o sucesso.

De acordo com Ana Seabra, «todos temos de ter conhecimentos nessa área», envolvendo desde o segurança às auxiliares, enfermeiros e médicos.

A enfermeira explicou que a OMS recomenda um período de seis meses como o tempo ideal para aleitamento materno exclusivo. A sua falta nos primeiros seis meses de idade contribui para mais de um milhão de mortes de crianças por ano e que podiam ser evitadas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Que revela, por outro lado, que «menos de 40 por cento de crianças com menos de seis meses são alimentadas exclusivamente com leite materno».

Abrir a “casa” à comunidade
Por isso, a Maternidade Bissaya Barreto tem programas de apoio à amamentação de que se destacam, por exemplo, a semana do aleitamento materno (que termina amanhã) ou o “Cantinho da amamentação” (serviço de apoio à amamentação), disponível 24 horas por dia, destinado a mulheres que tenham feito a vigilância pré-natal ou o parto na instituição. O serviço de internamento, segundo Ana Seabra, dá resposta a estas solicitações presencialmente ou por via electrónica.

Para que o projecto “não esmoreça”, os responsáveis apostaram em abrir a “casa” à comunidade e envolver nele os profissionais. «Todos os profissionais que entram são envolvidos nesta política de aleitamento materno da Maternidade», sublinhou Ana Seabra.

As taxas de aleitamento materno à saída da Maternidade rondam os 100% e ao primeiro mês de vida do bebé são muito elevadas, frisou aquela enfermeira.

Partos no domicílio - a polémica

Um estudo realizado pelo Maine Medical Center e publicado na revista "American Journal UHF Obstetrics and Ginecology" reacendeu a polémica em torno da segurança da mãe e do bebé e ressalva que o risco é baixo: dois em cada mil recém-nascidos não sobrevivem no domicílio e nos hospitais esse valor passa para um por mil nascimentos. Os autores compararam 350 mil partos domiciliários com 200 mil nascimentos hospitalares ocorridos nos EUA e na Europa.

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